A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu em flagrante Rafael Sousa Rios, de 37 anos, acusado de manter a companheira grávida de sete meses em cárcere privado. O resgate aconteceu em uma chácara na região do Incra 9.
Entenda como ocorreu o resgate e o histórico do acusado
A vítima, uma mulher de 36 anos com gestação de alto risco, relatou aos policiais que sofria agressões físicas constantes, violência sexual e chantagem. O suspeito quebrou o celular da companheira para impedir qualquer contato dela com familiares ou pedidos de socorro.
Segundo a apuração policial, o homem também é investigado por histórico de violência doméstica no estado do Maranhão, onde nasceu. Em registros anteriores, ele foi acusado de agredir uma ex-esposa com o cabo de uma enxada e respondeu por acusações de ameaça envolvendo a ex-sogra.
O que a Polícia Civil apurou sobre o caso?
Durante o período de isolamento, o acusado submetia a mulher a sessões de tortura física e psicológica. Segundo os agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, ele usava cera quente de vela para queimar as pernas da vítima e gravava os atos para chantageá-la.
A vítima apresentou marcas de socos no rosto e nos braços. Mesmo diante de uma gravidez classificada pelos médicos como de alto risco, as agressões e os abusos continuaram ocorrendo dentro do imóvel no Incra 9.
Como está a situação jurídica do preso?
Após ser detido pela polícia na segunda-feira, Rafael Sousa Rios passou por audiência de custódia na Justiça do Distrito Federal. O juiz responsável determinou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.
Com essa decisão judicial, o acusado permanecerá preso por tempo indeterminado enquanto os investigadores concluem o inquérito policial. Ele responde pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal e violência sexual no âmbito da Lei Maria da Penha.
Como denunciar casos de violência doméstica?
A Central de Atendimento à Mulher atende pelo telefone 180 em todo o país. A ligação é gratuita, anônima e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo orientações e encaminhamento para redes de proteção.
Em situações de emergência ou flagrante agressão, a população deve acionar diretamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Registros presenciais podem ser feitos em qualquer delegacia de polícia, com atendimento prioritário em Unidades Especializadas de Atendimento à Mulher.















