Um homem foi preso por policiais civis da Delegacia de Atendimento à Mulher de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, sob a acusação de descumprir medidas protetivas de urgência e ameaçar a própria mãe. A prisão preventiva foi cumprida após a Justiça constatar os sucessivos abusos do suspeito contra a vítima.
Segundo a Polícia Civil, o homem possui um histórico antigo de violência doméstica e já acumulava diversos registros de ocorrência por agressões e ameaças no ambiente familiar. Mesmo com as ordens judiciais que o proibiam de chegar perto da vítima, ele insistia em frequentar o imóvel da mãe e em manter comportamentos intimidatórios.
Operação Mulher Segura prende agressor reincidente em Campo Grande
A equipe da Deam de Campo Grande deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça após mapear o paradeiro do suspeito. A apuração apontou que, além de invadir a casa da mãe, o homem inutilizou mecanismos de fiscalização para tentar evitar a ação das autoridades. Os policiais localizaram o acusado no próprio bairro de Campo Grande durante diligências de rotina.
A ação faz parte da Operação Mulher Segura, uma iniciativa permanente que combate os crimes de gênero em todo o Estado do Rio de Janeiro. A força-tarefa reúne esforços da Secretaria de Estado de Segurança Pública, do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher e da Polícia Militar para prender agressores reincidentes.
De acordo com dados oficiais divulgados pelas forças de segurança, mais de 600 pessoas já foram presas no Rio de Janeiro desde o início da operação em 2026. Os casos envolvem crimes de lesão corporal, perseguição, ameaça e descumprimento de ordens judiciais no contexto familiar.
O que muda para a região de Campo Grande
Para os moradores de Campo Grande, a presença reforçada das equipes da Polícia Civil traz um alerta sobre a importância de registrar os casos de agressão. O atendimento na delegacia especializada do bairro segue com funcionamento contínuo, prestando socorro imediato a mulheres em situação de vulnerabilidade.
A prisão do suspeito garante a integridade física da vítima, que contava com o apoio de medidas protetivas judiciais desrespeitadas de forma contínua. A polícia reforça que o descumprimento de uma medida protetiva é crime autônomo, previsto no Artigo 24-A da Lei Maria da Penha, e gera prisão em flagrante ou preventiva sem direito a fiança na delegacia.
Como denunciar casos de violência doméstica
Quem presenciar ou for vítima de violência doméstica no Rio de Janeiro pode recorrer a canais gratuitos e anônimos de atendimento que funcionam 24 horas por dia. O auxílio pode ser solicitado tanto por parentes quanto por vizinhos que escutarem brigas ou ameaças constantes no bairro.
- Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (gratuito, 24 horas e sigiloso).
- Disque Denúncia do Rio: Ligue (21) 2253-1177 ou envie mensagem pelo aplicativo oficial. O anonimato é garantido.
- Polícia Militar: Em situações de emergência ou flagrante agressão, ligue imediatamente para o 190.
- Atendimento presencial: Procure a DEAM de Campo Grande (Rua Baicuru, s/n) ou a delegacia de Polícia Civil mais próxima da sua residência.
O que fazer se você for vítima ou precisar de ajuda
A vítima de violência doméstica deve procurar a delegacia mais próxima ou uma unidade da Deam para registrar o boletim de ocorrência. É importante levar documento de identidade, comprovante de residência e todas as provas possíveis, como mensagens de texto, áudios ou nomes de testemunhas das ameaças.
Caso a integridade física esteja em risco, a mulher pode solicitar a medida protetiva de urgência no momento do registro do B.O. Esse documento obriga o agressor a se afastar do lar, proíbe o contato por qualquer meio de comunicação e estabelece uma distância mínima de segurança que deve ser respeitada imediatamente.
Quem responde e quais são os próximos passos
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Campo Grande, responsável pelo pedido de prisão acolhido pelo Poder Judiciário. O acusado foi levado para a sede da especializada e encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O processo seguirá na Vara de Violência Doméstica, onde as provas das ameaças e os relatórios policiais serão avaliados no decorrer da ação penal. O homem responderá pelos crimes de descumprimento de medida protetiva e ameaça no âmbito da violência familiar.














