Um homem de 32 anos foi baleado nas pernas na madrugada desta quinta-feira (5) após invadir apartamentos, espancar duas vizinhas e lutar contra guardas municipais e policiais militares na Avenida Maracanã, na Zona Norte do Rio.
As agressões aconteceram dentro de um condomínio residencial. Moradores acordaram em pânico com gritos nos corredores, momento em que o agressor passou a forçar entradas e atacar quem tentava intervir no local.
Homem ataca vizinhas de 81 e 40 anos e tenta desarmar policial militar
O suspeito, identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, mora no próprio edifício e teve um surto de violência durante a madrugada. Ele invadiu outros apartamentos e partiu para cima dos vizinhos sem motivo aparente.
Entre as vítimas atingidas pelas agressões estão a idosa Célia Lúcia da Rocha Santos, de 81 anos, e Dilva Bernadete Barbosa, de 40 anos. Ambas sofreram lesões e precisaram de socorro médico com urgência.
A Guarda Municipal do Rio de Janeiro foi a primeira corporação a chegar para tentar controlar a confusão. Diante da resistência descontrolada de Lucas, os agentes solicitaram apoio imediato da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, enviada pelo batalhão da Tijuca.
Ao receber ordens para deitar no chão, o morador se recusou e atacou as equipes. Ele aplicou um golpe de chave de braço em um dos guardas e, logo em seguida, tentou arrancar a pistola do coldre de um policial militar.
Os agentes utilizaram uma arma de eletrochoque não letal para imobilizá-lo, mas o equipamento falhou. Como o homem continuou tentando desarmar o PM, os policiais atiraram contra os membros inferiores do agressor para pará-lo.
Mesmo ferido com tiros nas pernas, o agressor ainda se levantou e tentou avançar contra outro militar. Ele só foi dominado quando os agentes dispararam um segundo equipamento de choque, que funcionou e o levou ao chão.
Devido à agressividade contínua após a algemação, o homem precisou ser preso temporariamente a uma grade de ferro na portaria até a chegada da equipe médica de resgate, evitando novos ataques contra moradores aglomerados.
O que já se sabe sobre o caso e o atendimento médico
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao endereço com ambulâncias para atender os feridos. A idosa de 81 anos e a mulher de 40 anos foram encaminhadas diretamente ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.
O agressor também recebeu os primeiros socorros no local e seguiu sob escolta policial para o mesmo hospital municipal. O estado de saúde das vítimas e do suspeito baleado não teve detalhes divulgados até a manhã de hoje.
O caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca), delegacia responsável pelas ocorrências da região. O delegado plantonista informou que aguarda a estabilização do quadro clínico e psicológico do homem internado para que ele possa prestar depoimento formal.
Como denunciar casos de violência ou surto em condomínios
Situações que envolvam ameaça iminente à vida, barulhos violentos ou agressões em prédios exigem resposta rápida das forças de segurança pública. A orientação é nunca intervir sozinho quando uma pessoa estiver em fúria ou armada.
- Emergência imediata: ligue para o 190 da Polícia Militar em ocorrências com risco de morte, invasões e brigas ativas. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia.
- Denúncias e informações anônimas: utilize o Disque Denúncia do Rio pelo número (21) 2253-1177. As informações sobre delitos e foragidos são repassadas sob sigilo absoluto.
- Atendimento médico de urgência: em crises psicóticas violentas ou casos com feridos graves, acione o Samu pelo telefone 192.
O que fazer se você foi vítima de agressão
Quem sofrer qualquer violência física ou invasão de residência precisa registrar o fato perante a autoridade competente para garantir as medidas protetivas e a punição dos responsáveis na Justiça.
A vítima deve procurar a delegacia de polícia mais próxima. Na região do Maracanã, o atendimento presencial é feito na 19ª DP, localizada na Rua Sorocaba, na Tijuca, aberta 24 horas todos os dias.
Leve documento oficial com foto e informe o endereço exato do episódio. Caso tenha sofrido ferimentos visíveis, exija o encaminhamento para o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).
Se houver câmeras de segurança no condomínio, o síndico tem o dever de preservar as imagens das áreas comuns para repassar aos investigadores da Polícia Civil, auxiliando no inquérito policial.















