Homem indiciado por ato em academia já era investigado por agressão

A Polícia Civil indiciou Bruno Edamatsu Berton pelo crime de importunação sexual dentro de uma academia. O investigado prestou depoimento no 99º Distrito Policial, no bairro Campo Grande, e já acumulava apuração anterior por agredir outra mulher.

O caso ganhou repercussão após a denúncia pública da dentista Sabrina Coutinho. O homem estava sumido desde o episódio, ocorrido no último domingo, mas acabou localizado pelos policiais civis e liberado em seguida para responder em liberdade, conforme prevê a legislação vigente.

Homem indiciado por importunação sexual tinha histórico policial

As apurações policiais apontam que Bruno Berton já era alvo de inquérito aberto para investigar uma agressão física contra uma mulher. O fato anterior aconteceu no mês de abril deste ano, durante uma festa de confraternização no bairro do Socorro, também localizado na Zona Sul paulistana.

Na academia, o crime aconteceu enquanto a dentista Sabrina Coutinho treinava em uma área isolada do estabelecimento esportivo. Segundo o relato da vítima, o homem se posicionou exatamente em frente a ela e passou a praticar atos libidinosos explícitos, o que gerou choque imediato.

Sabrina declarou que entrou em estado de choque e paralisou na hora. Ela afirmou que não conseguiu se levantar nem gritar por socorro enquanto a conduta acontecia. Assim que o suspeito interrompeu a ação e se afastou do local, a vítima procurou imediatamente os instrutores da academia para relatar a importunação e exigir providências do estabelecimento.

O que já se sabe sobre a apuração da polícia

Após a queixa formalizada pela vítima e a repercussão das gravações nas redes sociais e na imprensa, os agentes do 99º Distrito Policial iniciaram diligências para localizar o suspeito. Bruno Berton foi intimado, compareceu à unidade de polícia judiciária e foi interrogado formalmente pelas autoridades.

Ao término da oitiva, a equipe policial lavrou o indiciamento oficial pelo delito de importunação sexual. O investigado foi liberado em seguida, já que não houve situação de flagrante delito no momento em que ele foi encontrado, cumprindo as regras gerais do Código de Processo Penal.

O material reunido na delegacia agora compõe o inquérito policial, que também anexará os registros da agressão anterior de abril. A investigação segue em andamento para reunir novos elementos e concluir o relatório antes de remeter tudo ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

O que fazer se você for vítima desse crime

A importunação sexual é crime previsto no artigo 215-A do Código Penal brasileiro e não exige contato físico forçado para ser configurada. A prática de ato libidinoso contra alguém e sem a sua anuência, seja em transporte coletivo, na rua ou em estabelecimentos comerciais privados, sujeita o autor à pena de reclusão de um a cinco anos.

Se você passar por situação semelhante, procure se afastar imediatamente para um ponto seguro e busque apoio de testemunhas, funcionários ou responsáveis pelo local. Registrar imagens por fotos ou vídeos, caso seja possível em segurança, serve como prova material fundamental para a investigação criminal.

O passo seguinte é procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou o distrito policial mais próximo para registrar o boletim de ocorrência. Documentos pessoais, eventuais registros de câmeras de segurança do local e nomes de testemunhas devem ser apresentados para auxiliar os investigadores.

Como denunciar casos de violência e importunação

A população pode e deve formalizar denúncias sobre situações de assédio, importunação ou agressão contra mulheres, inclusive de maneira totalmente anônima, sem correr riscos de identificação pessoal.

Em casos de emergência imediata, quando a agressão ou o crime estiver acontecendo naquele instante, a Polícia Militar deve ser acionada ligando diretamente para o número 190. O atendimento funciona ininterruptamente, 24 horas por dia, em todos os dias da semana.

Para repassar informações sobre suspeitos foragidos ou denunciar condutas criminosas de forma sigilosa, o serviço do Disque Denúncia atende pelo telefone 181. Já a Central de Atendimento à Mulher atende pelo telefone 180, prestando orientações sobre direitos, locais de acolhimento e procedimentos legais cabíveis.

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