A ex-coelhinha Holly Madison voltou a comentar publicamente sobre os anos em que viveu na Mansão Playboy ao lado do magnata Hugh Hefner. Em entrevista ao jornal “New York Post”, ela afirmou que a experiência foi “nada agradável” e confessou ter vivido com medo durante o período em que esteve no luxuoso imóvel localizado em Holmby Hills, região nobre de Los Angeles.
“Eu tinha muito medo quando estava lá. Depois que me mudei e comecei a entender como as coisas realmente eram, fiquei com muito medo. Eu até tinha medo de ir embora, porque via outras mulheres indo embora e se metendo em situações muito ruins depois”, declarou a modelo, em depoimento ao jornal NY Post.
Holly morou na mansão e foi namorada de Hefner de 2001 a 2008, período em que ela tinha cerca de 20 anos e o fundador da Playboy, 70. Hefner faleceu em 2017, aos 91 anos. Segundo a ex-coelhinha, a rotina imposta pelo empresário era controladora e envolvia diversas situações desconfortáveis, especialmente no que se referia à intimidade forçada com outras mulheres.
Durante participação no podcast “In Your Dreams”, apresentado por Owen Thiele, na última sexta-feira (2), Holly Madison contou que se sentia enojada com as sessões de sexo grupal promovidas por Hefner no quarto da mansão.
“Aquilo foi nojento. Eu odiei. Deixei bem claro que odiava. As mulheres queriam acabar o sexo o mais rápido possível porque não estavam a fim”, revelou.
Ela também afirmou que a forma como o círculo social em torno de Hefner funcionava era semelhante a uma seita. A modelo comparou o império da Playboy à religião da cientologia, dizendo que havia uma “mentalidade de culto” entre os que conviviam com o magnata.
“Sinto que havia uma espécie de mentalidade de culto entre muitas pessoas que cercavam Hef. Você não podia dizer algo ruim sobre ele sem ser, tipo, excomungado”, afirmou.
Na comparação direta com os princípios da cientologia, Holly Madison explicou que, assim como acontece na religião fundada por L. Ron Hubbard, aqueles que discordavam do líder eram isolados ou desacreditados.
“Na cientologia, chamam de pessoa repressiva quando alguém vai contra a igreja. E eu meio que senti que fui tratada dessa forma”, disse ela, classificando Hefner como um manipulador habilidoso. “Ele era um mestre da manipulação”, completou.
A cientologia é uma doutrina religiosa conhecida por atrair celebridades de Hollywood, como Tom Cruise, John Travolta e Elisabeth Moss. Seus princípios incluem práticas intensas de entrevista espiritual, chamadas de auditorias, com a intenção de remover bloqueios emocionais ou espirituais.
Nos últimos anos, Holly tem usado sua voz para revelar os bastidores da Playboy e os efeitos que a convivência com Hefner causaram em sua vida. Além das entrevistas, ela é autora de livros em que descreve com detalhes a atmosfera de controle e pressão vivida durante seu relacionamento com o empresário.














