A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de participar do assassinato de Marcelo Pereira Quintanilha, em Niterói. O crime aconteceu durante a disputa violenta entre facções rivais pelo controle dos pontos de drogas na Comunidade Santo Cristo, no Fonseca.
Guerra entre grupos criminosos motivou execução no Fonseca
O assassinato ocorreu na madrugada do dia 16 de outubro, na Travessa Santo Cristo. Naquela data, criminosos ligados à facção Comando Vermelho atacaram a comunidade, que até então estava sob a influência do Terceiro Comando Puro. A disputa pelo território resultou na morte de Marcelo, baleado no local.
As apurações foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNSG). Segundo os investigadores, a dinâmica do assassinato confirmou que a vítima acabou atingida em meio ao plano dos invasores de expandir os pontos de venda de entorpecentes pela Zona Norte da cidade.
O homem investigado já havia caído nas mãos da polícia militar na região da Vila Ipiranga, vizinha ao ponto do tiroteio. Conduzido inicialmente para a delegacia do bairro, ele passou a ser monitorado pela equipe da especializada, que juntou as provas necessárias para pedir sua prisão temporária à Justiça.
O que já se sabe sobre o crime
A investigação policial montou um quadro detalhado do que ocorreu na região do Fonseca ao longo das últimas semanas. As apurações apontam os seguintes pontos já esclarecidos:
- Ataque armado: O confronto começou na madrugada de 16 de outubro, quando homens armados tentaram expulsar os rivais da Santo Cristo.
- Identificação: A Polícia Civil reuniu depoimentos e imagens que colocaram o suspeito na rota de fuga e no cenário da execução.
- Ficha policial: De acordo com a DHNSG, o preso possui anotações anteriores na polícia pelo crime de tráfico de drogas.
- Prisão na Justiça: Com as provas entregues, o mandado de prisão temporária por homicídio qualificado foi expedido pela Justiça do Rio.
O homem foi transferido da carceragem da delegacia especializada para o sistema penitenciário estadual. Ele ficará preso preventivamente enquanto as autoridades tentam identificar outros envolvidos na emboscada.
Quem responde pela segurança e investigação
O patrulhamento ostensivo na Zona Norte de Niterói é de responsabilidade do 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói). A corporação informou que vem realizando ações de varredura diárias pelas ruas da Vila Ipiranga e acessos da Santo Cristo para conter a circulação de homens armados.
A investigação criminal corre sob a presidência da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNSG), que fica no centro do município vizinho. A unidade trabalha em conjunto com a 78ª DP (Fonseca), delegacia distrital responsável pelo registro de ocorrências cotidianas dos moradores daquela área.
Como fica a rotina da região
Quem vive na região da Santo Cristo e nos morros vizinhos enfrenta dias de atenção redobrada. Moradores relatam que os comércios da Alameda São Boaventura e ruas transversais mantêm o funcionamento, mas fecham as portas mais cedo em noites com relatos de disparos na parte alta.
As linhas de ônibus que passam pela Alameda São Boaventura e conectam a Baixada Fluminense, São Gonçalo e Niterói operam com seus trajetos habituais. Motoristas de aplicativos e entregadores, contudo, relatam que evitam entrar em algumas vias específicas, como a Travessa Santo Cristo, durante a noite.
Como denunciar movimentações de criminosos
Informações que ajudem as autoridades a localizar armamentos, foragidos ou detalhes sobre invasões armadas podem ser passadas de forma totalmente anônima. A população não precisa se identificar em nenhum canal oficial:
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: Telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177, canal seguro para envio de mensagens, fotos e relatos em sigilo.
- Polícia Militar: Telefone de emergência 190, acionado em casos de tiroteio em andamento ou invasão de vias públicas.
- Delegacia de Homicídios (DHNSG): Atendimento na Rua Manoel de Abreu, nº 30, Centro, São Gonçalo, além de contato direto para denúncias da especializada.
Foto: R7 Rio (raspagem)















