Greve no IBGE: Servidores da Bahia e Rio de Janeiro Cruzam os Braços por Mudanças na Carreira e Condições de Trabalho
Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram uma greve nesta terça-feira, 18, nos estados da Bahia e Rio de Janeiro. O movimento paredista surge em meio a um impasse entre os trabalhadores e a administração nacional do órgão, que busca reajustes e melhorias.
A paralisação, que segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE) já alcança cerca de 40% dos servidores em 50 unidades, também vê outras oito unidades em estado de greve, avaliando a adesão ao movimento. A categoria exige respostas claras para suas demandas.
As principais reivindicações dos servidores do IBGE incluem alterações nas regras de progressão de carreira, questões pertinentes ao pagamento da indenização de campo e o cumprimento de acordos firmados no âmbito do Programa de Gestão e Desempenho (PGD). Essas pautas são centrais para a continuidade da paralisação, conforme divulgado pelo ASSIBGE.
Contestação de Mudanças no Trabalho Híbrido
Uma das principais contestações por parte dos servidores do IBGE diz respeito às alterações nas regras estabelecidas para o regime de trabalho híbrido. A mudança afeta especialmente aqueles aprovados pelo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que esperavam maior flexibilidade.
De acordo com o sindicato, a expectativa era que esses novos servidores pudessem adotar o modelo de trabalho híbrido após completarem o primeiro ano de atuação. Contudo, uma portaria publicada em julho deste ano alterou essa previsão, impactando alguns servidores antes mesmo do fim do estágio probatório.
Em resposta a essa mudança, a entidade sindical afirma ter protocolado um mandado de segurança. O objetivo é conseguir a suspensão imediata da portaria e garantir o direito ao trabalho híbrido conforme acordado anteriormente, segundo informações do sindicato.
Denúncias de Problemas Estruturais nas Unidades
Para além das questões salariais e de carreira, os servidores do IBGE também denunciam precariedades em diversas unidades do instituto. Os relatos apontam para falhas significativas na infraestrutura, comprometendo o ambiente de trabalho.
Entre os problemas estruturais mencionados estão a dificuldade de acesso à internet e energia elétrica em algumas localidades, mobiliário inadequado para as atividades diárias e condições gerais consideradas impróprias para o desempenho das funções presenciais. Essas queixas foram amplamente divulgadas pela categoria.
A atual paralisação ocorre enquanto os servidores aguardam um posicionamento efetivo da direção do IBGE. Eles buscam garantias de que suas reivindicações serão atendidas e que as condições de trabalho serão adequadas, conforme exigido pelo sindicato e pelos trabalhadores.














