A greve dos professores da Uerj ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (4), com a realização de um ato no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio. A mobilização aconteceu após o adiamento da reunião que estava prevista com o governador interino do estado, no Palácio Guanabara.
Convocado pela Associação dos Docentes da universidade, o protesto reuniu professores, técnicos e estudantes em meio à paralisação que afeta o funcionamento da instituição. A manifestação reforçou o clima de insatisfação diante da demora nas negociações com o governo estadual.
Segundo informações divulgadas pela categoria, o encontro com o chefe do Executivo foi remarcado para quinta-feira (7), no fim da tarde, no mesmo local. Com a mudança, a assembleia que estava prevista para esta semana foi adiada, e uma vigília foi convocada para o mesmo dia, em frente ao palácio.
Durante o ato, os participantes levantaram faixas e entoaram palavras de ordem em defesa de melhorias nas condições de trabalho e no funcionamento da universidade. Entre as principais reivindicações estão a recomposição salarial, a retomada de direitos e o fortalecimento da estrutura da instituição.
A mobilização também destacou críticas à precarização do trabalho e incluiu pautas mais amplas, como o debate sobre jornadas em diferentes setores do serviço público.
A paralisação ocorre em um contexto de perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos. Representantes do movimento apontam defasagem em relação à inflação e cobram o cumprimento de acordos firmados anteriormente com o governo estadual, além da retomada de benefícios e da ampliação do orçamento da universidade.














