Grelhas de polietileno serão licitadas no Rio após testes bem-sucedidos contra furtos

Grelhas de polietileno

A Prefeitura do Rio autorizou, nesta segunda-feira (22), a licitação para compra de grelhas de polietileno articuladas, que deverão substituir gradualmente os modelos de ferro e concreto usados nos bueiros da cidade. A medida, conduzida pela Secretaria Municipal de Conservação, tem como objetivo reduzir furtos de grelhas e tampas, prática que gera prejuízos e riscos à população.

Somente no primeiro semestre de 2025, a Prefeitura precisou repor 1.823 grelhas furtadas — sendo 1.617 de concreto e 206 de ferro. O custo estimado foi de R$ 300 mil, valor suficiente para reformar 3.500 m² de pedras portuguesas. Investimentos em novas tecnologias para diminuir os danos aos cofres públicos são fundamentais. Além do prejuízo financeiro, um bueiro sem tampa representa risco para a população. Os testes mostraram material resistente e confiável, afirmou o secretário de Conservação, Diego Vaz. Ele também defendeu leis mais rígidas contra crimes de depredação do patrimônio público.

Desde abril, dez grelhas de polietileno foram instaladas em bairros como Botafogo, Centro, Saúde, Madureira, Caju, Tijuca, Bangu e Ramos. O conjunto incluiu nove grelhas e um tampão para poço de visita em galeria de águas pluviais. Segundo a secretaria, os equipamentos resistiram tanto ao tráfego de veículos pesados quanto a tentativas de furto, sem registros de danos ou vandalismo.

O sucesso dos testes se deve ao fato de que o polietileno não possui valor de revenda em ferros-velhos, tornando o roubo pouco atrativo. Além disso, o modelo articulado dificulta a remoção das peças. A previsão é concluir a licitação até o fim de 2025 e iniciar a distribuição do novo padrão a todas as Gerências de Conservação no início de 2026.

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