Grávida de 9 meses é presa com cocaína em presídio de Gericinó

Uma mulher grávida de 37 semanas foi presa em flagrante nesta quarta-feira ao tentar entrar com drogas no Presídio Nelson Hungria, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen), os agentes apreenderam 180 gramas de cocaína que estavam escondidos nas partes íntimas da visitante. Ela pretendia entregar o entorpecente para um detento da unidade.

Fiscalização rigorosa na portaria do presídio barra entrada de entorpecentes

A prisão aconteceu durante a conferência habitual dos documentos que comprovavam o estágio avançado da gestação da visitante. As policiais penais do Grupamento de Portaria Unificada (GPU) desconfiaram do nervosismo excessivo apresentado pela mulher durante a checagem.

Ao ser questionada de maneira direta pelas agentes sobre a atitude suspeita, a mulher confessou que transportava um invólucro com pó branco escondido no próprio corpo. O material foi retirado e confirmado como cocaína após a abordagem inicial.

A gestante recebeu voz de prisão imediata e seguiu sob custódia para a 34ª Delegacia de Polícia, localizada em Bangu, onde o caso foi formalmente registrado. Ela acabou autuada pelo crime de tráfico de drogas e permanece detida em uma unidade do sistema penitenciário fluminense à disposição da Justiça.

O que já se sabe sobre o caso

A abordagem ocorreu durante a escala regular de visitas de familiares no Complexo de Gericinó. A mulher estava no nono mês de gravidez e contava com a dispensa de determinados procedimentos invasivos por conta do estado de saúde.

Mesmo com a gestação avançada, a conferência documental seguiu o protocolo de segurança padrão da portaria unificada. A identificação do nervosismo foi o ponto central para que as agentes realizassem a revista minuciosa.

O preso que receberia a droga ainda não teve a identidade revelada pelas autoridades penitenciárias. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar se a mulher recebia ameaças externas ou se atuava diretamente a mando de lideranças criminosas ligadas ao detento.

Balanço da Operação Illicitus no sistema prisional

O flagrante desta quarta-feira faz parte da Operação Illicitus, deflagrada pela Seppen para sufocar a atuação de facções criminosas dentro das cadeias do Rio de Janeiro. A ofensiva atua com fiscalização contínua nos acessos de funcionários e visitantes.

Com essa prisão, subiu para 21 o total de pessoas da família ou conhecidos de detentos detidos tentando entrar com materiais ilícitos desde agosto. No mesmo período, dois policiais penais também acabaram presos suspeitos de facilitar a entrada de objetos ilegais.

O cerco já retirou de circulação mais de 1.600 aparelhos de telefone celular e apreendeu mais de 35 quilos de entorpecentes dentro do complexo carcerário. A Seppen informou que as vistorias nas portarias permanecerão reforçadas por tempo indeterminado em todas as unidades de Gericinó.

Como denunciar irregularidades no sistema prisional

Quem tiver informações sobre entrada de drogas, armas ou aparelhos celulares em presídios pode colaborar de forma segura com as autoridades policiais. Qualquer movimentação suspeita envolvendo visitantes ou servidores pode ser informada pelo Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone (21) 2253-1177.

O serviço funciona 24 horas por dia durante a semana inteira e garante sigilo absoluto, sem pedir a identificação do morador. Também é possível registrar relatos e enviar materiais de denúncia pelo aplicativo oficial Disque Denúncia RJ ou pelo portal virtual do programa.

Casos envolvendo servidores do sistema penitenciário também podem ser direcionados diretamente à Ouvidoria da Seppen pelo telefone (21) 2334-6300 ou na sede do órgão, no Centro do Rio. Informações anônimas ajudam a evitar a entrada de armas e drogas nas galerias carcerárias da região metropolitana.

Limpatech