Granada por Drone Atinge Sede de Associação em Curicica, Rio; Cabeça Humana é Encontrada em Cemitário Clandestino

Granada por Drone Atinge Sede de Associação em Curicica

Uso de drones para ataques com granadas se intensifica no Rio, revelam investigações policiais.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou vestígios de que uma granada lançada por um drone atingiu a sede da Associação de Moradores do Parque Dois Irmãos, em Curicica, na Zona Sudoeste da cidade. A perícia identificou dois pontos com marcas de explosão compatíveis com artefatos improvisados transportados por aeronaves remotamente pilotadas.

Um dos locais atingidos foi o próprio prédio da associação, que teve parte do telhado danificado. O outro ponto com marcas de explosão foi encontrado em uma via pública da comunidade. A ação demonstra a crescente sofisticação e audácia de grupos criminosos na região.

Durante a varredura realizada pelo Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), cães farejadores localizaram uma área suspeita de ser utilizada como cemitário clandestino por criminosos. Neste local, os agentes encontraram uma cabeça humana, intensificando as investigações sobre a violência na área.

O caso está sob investigação da 32ª DP (Taquara) e da Delegacia de Homicídios da Capital, que apuram as circunstâncias dos ataques e a possível relação com disputas territoriais entre facções e milícias.

Drones se tornam armas em disputas territoriais violentas

Moradores relataram que o explosivo que atingiu a associação foi, de fato, lançado por um drone. A região de Curicica tem sido palco de uma acirrada disputa territorial entre traficantes das comunidades da Muzema, Cidade de Deus e Gardênia Azul, e milicianos que atuam em Rio das Pedras. O uso de drones armados representa um novo e perigoso capítulo nesse conflito.

A Polícia Civil investiga uma série de ataques onde criminosos estariam utilizando drones para transportar e lançar granadas sobre áreas dominadas por grupos rivais. Essa tática visa desestabilizar e intimidar oponentes, além de demonstrar poder bélico.

Adolescente ferido por drone em outra comunidade

Um incidente semelhante ocorreu em maio, na comunidade da Caixa d’Água, em Brás de Pina. Na ocasião, um adolescente de 15 anos foi atingido por estilhaços de uma granada lançada por um drone. O jovem sofreu uma fratura exposta na perna, evidenciando os riscos que a população civil corre com o uso dessas armas improvisadas.

As investigações policiais apontam para um avanço tecnológico preocupante: integrantes de facções criminosas estariam utilizando impressoras 3D para fabricar partes dos explosivos. Essas estruturas são posteriormente abastecidas com materiais inflamáveis, tornando os drones verdadeiras plataformas de ataque móveis e adaptáveis.

Forças de segurança ampliam conhecimento para combater novas táticas criminosas

Diante desse cenário, as forças de segurança do Rio de Janeiro buscam ampliar o conhecimento e as estratégias para lidar com novas formas de atuação das organizações criminosas. A antecipação e o desenvolvimento de contramedidas são essenciais para garantir a segurança pública.

A capacidade de adaptação e a utilização de tecnologia por parte dos criminosos exigem respostas igualmente inovadoras por parte da polícia. A descoberta de um cemitário clandestino, associada ao ataque com drone, reforça a necessidade de uma investigação aprofundada e integrada para desmantelar essas redes violentas.

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