Governo federal dá início ao processo de leilão do Aeroporto do Galeão

Aeroporto do Galeão

O leilão do Aeroporto do Galeão entrou em uma nova fase após o governo federal iniciar, nesta terça-feira (3), as ações preparatórias para a venda assistida do terminal localizado no Rio de Janeiro. O processo começou com a abertura do roadshow, etapa em que os detalhes da concessão são apresentados a potenciais investidores interessados na operação do aeroporto.

A iniciativa é coordenada pelo governo federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Casa Civil e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Estão previstos encontros individuais com empresas do setor aéreo e de infraestrutura, tanto nacionais quanto internacionais, com o objetivo de ampliar a concorrência no certame.

As primeiras reuniões ocorrem de forma on-line e seguem até quinta-feira, quando passam a ser presenciais na sede da Anac, em São Paulo. Durante os encontros, o governo apresenta as regras do edital, o modelo financeiro e as obrigações previstas no contrato de concessão do aeroporto.

O leilão de venda assistida do Galeão está marcado para o dia 30 de março e será realizado na sede da B3, em São Paulo. O formato foi definido a partir de um acordo firmado no Tribunal de Contas da União (TCU) entre o governo federal, a Anac e a atual concessionária, a RIOgaleão.

O edital estabelece que o valor mínimo do leilão será de R$ 932 milhões, a ser pago à vista pela empresa vencedora. Além disso, o novo operador deverá repassar à União uma contribuição variável anual equivalente a 20% do faturamento bruto da concessão, válida até 2039.

Uma regra específica do acordo determina que os atuais acionistas privados da RIOgaleão — os grupos Changi, de Cingapura, e Vinci, da França — são obrigados a apresentar ao menos uma proposta no valor mínimo para participar da disputa. Atualmente, esses grupos detêm 51% da concessão.

Outra mudança prevista no processo é a saída da Infraero, que hoje possui 49% de participação na concessão. Com a conclusão da venda assistida, a estatal deixará a gestão do aeroporto.

O governo avalia que o novo modelo de concessão permitirá ampliar investimentos, aumentar a competitividade e recuperar a movimentação do Galeão, considerado estratégico para o turismo e para a economia do Rio de Janeiro.

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