Governo cobra redução e Haddad acusa especuladores por alta nos combustíveis

Fernando Haddad

Haddad acusa especuladores de manterem os preços dos combustíveis elevados mesmo após as medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta, como a redução de tributos sobre o diesel. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18), em meio à pressão sobre o custo da gasolina e do transporte.

Segundo o ministro da Fazenda, os reajustes não foram totalmente repassados ao consumidor, o que levanta suspeitas sobre práticas abusivas no mercado.

— A gasolina não foi alterada no caso da Petrobras, no entanto, os especuladores estão aproveitando esse clima tenso em função da guerra para tirar proveito da situação prejudicando a economia popular; Isso é grave. No caso do diesel, nós fizemos uma compensação, e aqueles que estavam especulando antes das medidas do governo não baixaram o preço ainda, pelo menos não todos. Então tem que ter uma ação forte da ANP em relação a isso — disse Haddad.

Diante do cenário, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar possíveis irregularidades na formação dos preços dos combustíveis, incluindo práticas consideradas abusivas.

Além da questão dos combustíveis, o governo federal também anunciou que deve reforçar a fiscalização sobre o cumprimento da tabela de frete rodoviário, em vigor desde 2018.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que empresas que descumprirem os valores mínimos passarão a ser responsabilizadas de forma mais rigorosa.

Segundo ele, apesar do aumento na fiscalização, ainda existem falhas na aplicação das regras, o que exige mudanças no modelo atual.

Criada após a greve dos caminhoneiros, a tabela de frete estabelece valores mínimos para o transporte de cargas, com o objetivo de garantir uma remuneração básica aos motoristas e reduzir distorções no setor.

A proposta do governo é ampliar o alcance das punições, incluindo não apenas transportadores, mas também contratantes e responsáveis pelas empresas envolvidas em irregularidades.

As medidas ocorrem em um momento de tensão no setor, com possibilidade de paralisação de caminhoneiros diante da alta do diesel e da insatisfação com os custos operacionais.

E com a pressão sobre os preços e o risco de novos impactos econômicos, Haddad acusa especuladores e reforça a necessidade de ação mais firme para conter abusos no mercado.

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