O debate sobre quem poderá assumir como governador-tampão no RJ ganhou força diante da possibilidade de Cláudio Castro deixar o comando do Executivo fluminense para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. Caso a renúncia se confirme, o estado entrará em um cenário atípico de sucessão e eleição indireta.
Pela linha sucessória natural, o cargo deveria ser ocupado pelo vice-governador. No entanto, essa função está vaga desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o posto para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. Com isso, a sucessão automática foi interrompida.
O passo seguinte na ordem institucional seria o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Porém, Rodrigo Bacellar, que ocupa o cargo, foi preso pela Polícia Federal em dezembro e, após ser solto, pediu afastamento da presidência, cumprindo pena em liberdade.
Diante desse cenário, o terceiro nome na linha sucessória passa a ser o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Caso ele assuma interinamente o governo, caberá ao Judiciário conduzir a convocação e a organização de uma eleição indireta para definir o governador-tampão no RJ.
Essa eleição seria realizada pelos deputados estaduais da Alerj. O escolhido ocuparia o cargo até 31 de dezembro de 2026, enquanto o governador eleito pelo voto popular nas eleições de outubro assumiria oficialmente em 1º de janeiro de 2027.
Nos bastidores, partidos já articulam possíveis candidatos ao cargo-tampão. Segundo informações do jornalista Octavio Guedes, do portal G1, o PT avalia lançar André Ceciliano, atual secretário de Assuntos Parlamentares do Governo Federal. A estratégia seria fortalecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.
Do outro lado, Cláudio Castro defende o nome de Nicola Miccione, atual secretário estadual da Casa Civil. Outro nome citado é o de Douglas Ruas, que, diferentemente de Miccione, tende a disputar as eleições de outubro.
Enquanto isso, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, observa à distância a movimentação no tabuleiro político fluminense. Já confirmado como pré-candidato ao governo estadual, Paes ainda não sinalizou alianças formais, nem com a esquerda nem com a direita, mantendo cautela diante de um cenário que segue em constante transformação.














