Um dos mortos na operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) realizada na manhã desta terça-feira (13), no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, foi identificado como Gotinha da Maré. O homem, cujo nome verdadeiro era Daniel Falcão dos Santos, era um dos seguranças mais próximos e homens de confiança de Thiago da Silva Folly, conhecido como TH, chefe do tráfico de drogas na região.
Segundo as investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Gotinha da Maré exercia uma função estratégica dentro da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Além de atuar como segurança pessoal de TH, ele era responsável por executar ordens internas da quadrilha, como o recolhimento de dinheiro em comunidades sob o controle do grupo criminoso.
A operação tinha como principal objetivo localizar e prender TH da Maré. Segundo informações da polícia, no momento em que as equipes do Bope chegaram ao esconderijo do traficante, Daniel Falcão estava ao lado do chefe. Durante a abordagem, houve intensa troca de tiros. Gotinha foi baleado e morreu no local. TH e outro segurança também foram mortos durante o confronto.
Contra Gotinha da Maré, havia um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Ele já era investigado há meses pelos setores de inteligência da Polícia Civil e Militar, que monitoravam suas atividades como peça-chave na estrutura de proteção de TH.
A ação do Bope é considerada pelas autoridades como uma das mais relevantes dos últimos meses na repressão ao crime organizado no Rio de Janeiro. Segundo o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, a operação teve como foco desarticular o núcleo da facção que domina parte do Complexo da Maré. “Esse é um golpe importante contra o tráfico na região. A presença de TH e Gotinha no mesmo local mostrou que estávamos no caminho certo”, afirmou o secretário.
A morte de Gotinha da Maré representa não apenas a perda de um braço operacional da facção, mas também o enfraquecimento da rede de proteção em torno de TH, considerado um dos criminosos mais perigosos e procurados do estado. Com mais de 200 anotações criminais, o histórico de Thiago da Silva Folly é considerado extenso e violento, com envolvimento em tráfico, extorsão e homicídios.
As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta novas operações nos próximos dias para consolidar a ofensiva contra o tráfico de drogas na Maré e em outras comunidades dominadas pelo TCP.














