Os golpes financeiros em loja de veículos investigados pela Polícia Civil do Paraná fizeram dezenas de vítimas e já acumulam prejuízo estimado em mais de R$ 2,9 milhões. Um homem de 34 anos foi preso preventivamente na manhã de quinta-feira (28), em Itapoá, no litoral de Santa Catarina.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito era alvo de 42 boletins de ocorrência. Ele é investigado por crimes como estelionato, apropriação indébita, uso de documento falso e falsidade ideológica.
A investigação aponta que o homem utilizava uma loja de veículos localizada no bairro Xaxim, em Curitiba, como fachada para aplicar crimes patrimoniais. No local, vítimas eram convencidas a deixar automóveis em consignação, acreditando que os veículos seriam vendidos de forma regular.
De acordo com a polícia, o esquema começava com simulações de venda ou falsas avaliações dos carros. Durante esse processo, o investigado coletava documentos e fotos das vítimas, materiais que depois teriam sido usados para burlar sistemas de segurança bancária com biometria facial.
Com os dados obtidos, segundo os investigadores, o suspeito realizava financiamentos fraudulentos em nome de terceiros, usando os veículos como garantia sem autorização dos proprietários. O dinheiro liberado pelas instituições financeiras era depositado diretamente na conta da empresa investigada.
A delegada Patrícia Conceição Nobre Paz, da Polícia Civil do Paraná, explicou a dinâmica apontada pela investigação. “Em seguida, utilizava os dados para realizar financiamentos fraudulentos em nome de terceiros, utilizando os automóveis como garantia sem autorização dos proprietários. O dinheiro obtido nos financiamentos era depositado diretamente na conta da empresa investigada”, afirmou.
Ainda conforme a polícia, o suspeito tentava manter aparência de legalidade por algum tempo, realizando pagamentos parciais e emitindo cheques. Depois, os cheques se mostravam sem fundos, e as cobranças começavam a aumentar contra as vítimas.
O golpe ficava evidente quando o investigado encerrava de forma repentina as atividades da loja e deixava de responder os clientes. Com isso, proprietários de veículos e instituições financeiras passaram a relatar prejuízos.
A Polícia Civil informou que o valor estimado em mais de R$ 2,9 milhões considera danos causados tanto às vítimas quanto às instituições financeiras envolvidas no esquema.
A prisão preventiva foi solicitada à Justiça diante da suspeita de continuidade das práticas criminosas. Além da prisão em Santa Catarina, equipes cumpriram mandados de busca em Itapoá e em Curitiba.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos, apurar a extensão do esquema e verificar se há novas vítimas ligadas à atuação da loja investigada.














