Falsas agentes de saúde dão golpe de R$ 25 mil em idosa em Campo Grande

Duas mulheres foram presas em flagrante nesta semana em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, suspeitas de aplicar um golpe financeiro contra uma idosa. Elas fingiram ser agentes públicas de saúde e roubaram R$ 25 mil.

Falsas funcionárias usavam recadastramento para roubar dados

De acordo com as investigações policiais, as suspeitas abordaram a vítima alegando que precisavam atualizar os dados cadastrais para atendimentos de saúde. Com essa desculpa, conseguiram recolher informações pessoais e documentos confidenciais da aposentada.

De posse da documentação, a dupla abriu uma conta bancária digital fraudulenta e contratou um empréstimo consignado no valor de R$ 25 mil em nome da vítima. O esquema começou a ruir quando a filha da idosa recebeu um alerta de segurança pelo aplicativo oficial do governo federal.

A mensagem avisava que a conta de serviços públicos digitais da aposentada havia acabado de ser conectada em outro aparelho celular. Estranhando a movimentação, a família confrontou as suspeitas antes de acionar a polícia, e as mulheres acabaram confessando o delito.

Como funcionava o esquema da quadrilha

Conforme informações preliminares levantadas pelos agentes que atenderam a ocorrência, as duas presas fariam parte de uma rede criminosa com atuação direta na comunidade da Vila Aliança, em Bangu. O grupo seria especializado em monitorar a rotina de idosos para aplicar fraudes bancárias.

A abordagem fingindo serviço médico ou visita de agentes de endemias é um método recorrente, já que muitos aposentados residem sozinhos e dependem de atendimentos básicos. A polícia técnica apura agora se a dupla participou de outros crimes semelhantes registrados recentemente nos bairros vizinhos da Zona Oeste.

O que já se sabe sobre a apuração

Os policiais civis confirmaram a prisão e o montante desviado, mas o caso ainda segue em andamento para identificar outros participantes da fraude. Os investigadores buscam descobrir quem era o responsável por operacionalizar os saques do dinheiro e quem forneceu as orientações técnicas para burlar os sistemas bancários.

Até o fechamento desta edição, não houve a confirmação pública do número exato de outras possíveis vítimas na região. Os aparelhos celulares utilizados no crime foram apreendidos para perícia digital, e o banco onde a conta foi aberta colabora com os dados das transações.

O que fazer se você foi vítima de golpe financeiro

Idosos ou familiares que desconfiarem do uso indevido de documentos precisam agir de forma rápida para conter transferências bancárias não autorizadas. Veja as medidas essenciais para se resguardar:

  • Bloqueio imediato: ligue para as centrais de atendimento dos bancos onde você recebe benefícios e informe que foi vítima de fraude, pedindo o cancelamento de cartões e contas abertas em seu nome.
  • Registro da ocorrência: compareça à delegacia mais próxima com cópia dos documentos pessoais, extratos bancários e mensagens suspeitas recebidas. Se preferir registrar em casa, o boletim de ocorrência pode ser emitido pelo site oficial da Polícia Civil (dedic.pcerj.rj.gov.br).
  • Proteção de dados do INSS: solicite pelo aplicativo “Meu INSS” ou pela Central 135 o bloqueio do benefício para novos empréstimos consignados. O procedimento é gratuito e evita liberações imediatas de crédito.

Como denunciar atuações criminosas

Qualquer informação sobre movimentações de falsos profissionais de saúde e atuação de estelionatários no Rio de Janeiro pode ser repassada de maneira totalmente sigilosa aos órgãos de segurança pública:

  • Disque Denúncia do Rio: telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo funcionando 24 horas por dia.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: contato pelo número (21) 2253-1177, enviando relatos, fotos e relatos de movimentação suspeita.
  • Atendimento presencial: as informações detalhadas e denúncias sobre golpes na Zona Oeste também podem ser formalizadas diretamente no balcão da 35ª DP (Campo Grande), situada na Rua Amaral Costa, número 151.
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