Golpe do falso Pix: suspeito de lesar vítimas no Rio é preso na Paraíba

Um homem investigado por aplicar dezenas de golpes do falso Pix no Rio de Janeiro e em São Paulo foi preso em João Pessoa, na Paraíba. A captura ocorreu após investigações apontarem prejuízos contínuos a pequenos comerciantes e prestadores de serviço.

A prisão encerra uma sequência de fraudes que atingia principalmente quem trabalha no comércio de rua, feiras e entrega de mercadorias. O suspeito fingia realizar as transferências bancárias na hora da compra e mostrava telas adulteradas às vítimas antes de fugir com os produtos.

Como funcionava o esquema do falso comprovante

Segundo as investigações da polícia, o suspeito agia com rapidez para não dar tempo de o comerciante conferir a conta bancária. Ele escolhia horários de pico ou momentos de grande movimento nos estabelecimentos comerciais para fazer compras de valor elevado.

No momento de pagar, ele utilizava aplicativos de edição de imagem no próprio celular ou ferramentas que geravam recibos parecidos com os emitidos por bancos oficiais. Em outras situações, programava o pagamento para uma data futura e apresentava o comprovante de agendamento como se a transação estivesse concluída.

O comerciante, confiando na imagem exibida na tela do celular, liberava a mercadoria sem checar o extrato. Horas depois, ou no encerramento do expediente, a vítima percebia que o dinheiro nunca havia entrado na conta comercial.

O que já se sabe sobre a investigação

O caso vinha sendo acompanhado após uma série de boletins de ocorrência registrados tanto em delegacias do estado do Rio de Janeiro quanto da capital paulista. As descrições repassadas pelos lojistas e as imagens de câmeras de segurança ajudaram a identificar o mesmo padrão de atuação.

Com a identificação do homem, a polícia descobriu que ele havia se deslocado para a Região Nordeste, fixando residência na capital paraibana. A ação foi coordenada pelas forças de segurança locais, que deram cumprimento ao mandado de prisão preventiva emitido pela Justiça.

O material eletrônico apreendido com o investigado, incluindo aparelhos celulares, passará por perícia técnica. A polícia busca descobrir se ele agia sozinho ou se contava com a ajuda de terceiros para lavar o dinheiro ou revender os itens obtidos nos golpes.

O que fazer se você foi vítima

Quem caiu no golpe do falso Pix ou entregou mercadorias sem receber o valor precisa reunir provas rapidamente para formalizar a denúncia. O registro policial é indispensável para bloquear contas recebedoras e tentar recuperar itens furtados.

  • Tire fotos e guarde imagens: Guarde cópias do comprovante falso, conversas de mensagens no WhatsApp e capturas de tela com horários e números usados pelo criminoso.
  • Salve imagens de câmeras: Solicite imediatamente as gravações do circuito interno de monitoramento da sua loja ou de comércios vizinhos que possam ter filmado a ação e a fuga.
  • Registre a ocorrência: No Estado do Rio de Janeiro, o boletim pode ser feito presencialmente em qualquer delegacia distrital da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro ou pela Delegacia Eletrônica pela internet (dedic.pcerj.rj.gov.br).
  • Comunique seu banco: Acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) pelo atendimento oficial do seu banco, informando que a transação foi uma fraude, para que as instituições financeiras tentem o bloqueio preventivo.

Como evitar cair no golpe do Pix agendado ou falso

A melhor defesa para o comerciante e autônomo é mudar a rotina no caixa e nunca liberar qualquer produto apenas olhando a tela do aparelho do comprador. O comprovante impresso ou mostrado pelo cliente não tem valor definitivo de quitação.

O correto é esperar a notificação oficial do seu próprio aplicativo de banco ou acessar o extrato da conta para confirmar que o saldo realmente aumentou. Notificações por mensagens simples de texto (SMS) também podem ser forjadas por criminosos.

Fique atento à diferença entre “comprovante de transferência concluída” e “comprovante de agendamento”. Quando o pagamento é apenas agendado, quem fez a operação pode cancelá-la minutos depois sem que você perceba.

Como denunciar

Informações sobre outros suspeitos envolvidos em estelionato, falsificação de documentos ou crimes cibernéticos no Rio de Janeiro podem ser repassadas anonimamente ao Disque Denúncia pelo telefone 2253-1177, que funciona 24 horas por dia. O serviço também aceita denúncias com fotos e vídeos pelo aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ.

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