Polícia Civil desarticula rede de estelionato online no Rio de Janeiro
Uma operação policial resultou na prisão do líder de um esquema de fraude eletrônica que se passava por grandes plataformas de vendas para ludibriar vítimas. O homem foi detido no bairro de Irajá, Zona Norte do Rio, em uma ação que marca um duro golpe contra criminosos virtuais.
A investigação, conduzida pela 44ª DP (Inhaúma), desvendou um método engenhoso de falsas promessas de renda extra. O grupo recrutava indivíduos para cederem dados pessoais, como documentos e reconhecimento facial, além de acesso a contas governamentais.
O objetivo era abrir empresas de fachada, utilizadas posteriormente para a lavagem de dinheiro proveniente das atividades ilícitas. O esquema, que causou um prejuízo estimado em R$ 40 mil a uma das vítimas, utilizava aplicativos de mensagens para atrair os alvos.
Como funcionava o golpe do falso lucro
Através de aplicativos de mensagens, as vítimas eram convidadas a realizar tarefas simples em troca de comissões. Para gerar confiança, os criminosos efetuavam pequenos pagamentos iniciais, incentivando as pessoas a investirem quantias cada vez maiores.
A tática consistia em exigir depósitos sucessivos, sempre com a promessa de devolver o valor total acrescido de um bônus. Uma das vítimas relatou à polícia ter perdido cerca de R$ 40 mil ao acreditar na legitimidade das propostas e realizar diversas transações bancárias.
Prisão e apreensões no Rio
A prisão preventiva do coordenador do esquema ocorreu após um monitoramento detalhado realizado pelo setor de inteligência da polícia. No momento do cumprimento do mandado, os agentes apreenderam diversos itens em posse do investigado.
Foram recolhidos telefones celulares, computadores, um carro e uma motocicleta elétrica. Todo o material apreendido passará por perícia técnica para auxiliar na identificação de outros integrantes da organização criminosa.
Estrutura organizada e contas de alto nível
A investigação aponta que a estrutura do grupo era altamente organizada. Os criminosos utilizavam até mesmo contas de nível “Ouro” em plataformas federais para conferir uma aparência de legalidade às suas movimentações financeiras ilícitas.
A Polícia Civil segue com as investigações para desarticular completamente a rede e recuperar os valores subtraídos das vítimas. A ação reforça a importância da atenção a ofertas de dinheiro fácil e a necessidade de desconfiar de propostas que envolvam transferências antecipadas.














