Golpe do falso exame: quadrilha usa dados sigilosos para aplicar fraudes no Rio

Golpe do falso exame

O golpe do falso exame tem assustado moradores do Rio de Janeiro ao utilizar dados médicos sigilosos para enganar vítimas, principalmente idosos. De acordo com investigação do portal Agenda do Poder, o esquema começa com uma ligação em que criminosos citam exames que a pessoa realmente realizou, passando credibilidade e induzindo ao erro. Em seguida, oferecem entregar o suposto resultado em casa, mediante o pagamento de uma pequena taxa.

Segundo investigações da Polícia Civil, os dados são obtidos por meio de hackers que acessam sistemas de laboratórios, hospitais e clínicas. Com essas informações, a quadrilha utiliza ferramentas de inteligência artificial para contatar as vítimas. Um motoboy, então, vai até o condomínio, cobra uma taxa simbólica com cartão e realiza múltiplas transações, drenando rapidamente a conta da pessoa.

O grupo criminoso tinha base no Vidigal, na Zona Sul, onde foram apreendidas dezenas de maquininhas de cartão, motocicletas e documentos de vítimas. Parte do dinheiro arrecadado era repassada a facções como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro, que davam apoio logístico aos golpistas. Diversos integrantes já foram presos em operações das delegacias da Barra da Tijuca e da Gávea.

Autoridades destacam que os idosos são os principais alvos, por lidarem com maior frequência de exames médicos e, muitas vezes, terem menos familiaridade com tecnologia. A Polícia alerta que laboratórios e hospitais não entregam laudos por motoboys e reforça a importância de desconfiar de ligações suspeitas, não realizar pagamentos em portarias e orientar familiares para evitar novas vítimas.

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