Golpe do falso empréstimo: polícia fecha call center clandestino em Nova Iguaçu

Funcionários de Call CEntre Clandestino são presos

A Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI) desmantelou, nesta quinta-feira (25), um esquema do golpe do falso empréstimo que operava em um call center clandestino no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quatro pessoas foram presas em flagrante por associação criminosa.

O local foi localizado após denúncias e investigação da delegacia, que constatou que o escritório era utilizado para aplicar golpes, especialmente contra idosos, oferecendo falsos empréstimos consignados com condições atrativas.

Durante a operação, equipamentos e documentos foram apreendidos e passarão por perícia para identificar vítimas e outros possíveis envolvidos no esquema.

Golpes contra idosos estão em alta

De acordo com dados recentes da Polícia Civil, os golpes financeiros contra idosos cresceram cerca de 35% em 2024 no estado do Rio de Janeiro. O golpe do falso empréstimo está entre os mais comuns, ao lado de fraudes envolvendo cartão de crédito e ligações falsas de bancos.

As autoridades reforçam a importância da prevenção e da informação para evitar que mais pessoas sejam enganadas por criminosos que se aproveitam da vulnerabilidade de aposentados e pensionistas.

Como se proteger de golpes financeiros

A Polícia Civil e o Procon-RJ orientam a população com algumas dicas simples para evitar cair em fraudes como o golpe do falso empréstimo:

  • Desconfie de ofertas muito vantajosas, especialmente aquelas que prometem crédito fácil e rápido, sem análise de perfil.

  • Nunca realize pagamentos antecipados para liberar empréstimos. Taxas antecipadas são sinal de golpe.

  • Confirme a veracidade da empresa: consulte sempre se a instituição está registrada no Banco Central ou no Procon.

  • Não forneça dados pessoais ou bancários por telefone ou aplicativos de mensagem sem ter certeza da identidade do contato.

  • Em caso de dúvida, procure orientação junto a órgãos de defesa do consumidor ou diretamente no banco onde possui conta.

As investigações sobre o caso continuam, e os quatro presos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais.

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