Golpe Boa Noite Cinderela: suspeita presa por crime igual há 6 meses volta a agir no Rio

Britânicos dopados e roubados no Rio

O golpe Boa Noite Cinderela voltou a ganhar destaque no Rio de Janeiro após dois turistas britânicos serem dopados e roubados na praia de Ipanema, na última sexta-feira. Entre as três suspeitas do crime está Raiane Campos Oliveira, de 27 anos, que possui 24 registros policiais e havia deixado a prisão há apenas um mês, após cumprir seis meses por envolvimento em um caso idêntico.

Raiane foi condenada a seis anos de prisão no regime semiaberto em 2023, acusada de dopar e roubar um turista inglês na Pedra do Sal. A vítima relatou ter perdido a consciência após beber água deixada na cozinha e acordado horas depois sem seus pertences. Apesar disso, ela foi absolvida no mês passado pela 8ª Câmara Criminal, que considerou insuficientes as provas para sua condenação definitiva.

As outras investigadas são Amanda Couti Deloca, 23 anos, e Mayara Ketelyn Américo da Silva, 26, todas moradoras do Complexo do Chapadão. Juntas, acumulam 27 passagens por crimes como roubo, ameaça e associação criminosa. Segundo a Delegacia de Atendimento ao Turismo (Deat), a prática é recorrente em áreas de vida noturna intensa, como Lapa, Pedra do Sal e as praias da Zona Sul.

Esse tipo de crime é bem conhecido e tem alta reincidência. A dificuldade está no tempo que a vítima leva para fazer exames toxicológicos, o que atrapalha a comprovação, explica a delegada Patrícia Alemany.

A polícia aponta que drogas como clonazepam, presente no Rivotril, e ketamina, usada até para anestesiar cavalos, são as mais empregadas no golpe. Com o aumento do fluxo turístico no Rio — que já superou o total de visitantes de 2024 —, as autoridades reforçam o alerta para que visitantes evitem compartilhar bebidas com desconhecidos.

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