Gladys Nunes foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público sob acusação de comandar um esquema de rachadinha na Câmara Municipal de Búzios, na Região dos Lagos. Segundo a investigação, os desvios teriam ocorrido entre 2017 e 2020, período em que exerceu mandato como vereadora.
De acordo com a denúncia, foram identificados 87 depósitos em espécie na conta da ex-parlamentar, totalizando mais de R$ 200 mil. A Justiça expediu mandados de prisão e de busca e apreensão, cumpridos nesta terça-feira (24) contra a ex-vereadora e outros investigados.
Além dela, mais três pessoas são alvo da ação e responderão por associação criminosa e peculato, crime que envolve desvio de recursos públicos. A apuração aponta que parte dos salários de assessores nomeados no gabinete era exigida como condição para permanência nos cargos.
Segundo o Ministério Público, após o pagamento feito pela Câmara, os valores eram sacados em dinheiro e repassados à então vereadora, seja em espécie ou por meio de depósitos bancários.
Entre as provas reunidas estão depoimentos de ex-assessores que confirmaram a exigência dos repasses, além de comprovantes bancários e análise das movimentações financeiras. A investigação também indica a nomeação de familiares para cargos comissionados.
Alguns dos envolvidos teriam confessado participação no esquema e firmado acordos com o Ministério Público. A ex-parlamentar não foi localizada para comentar as acusações. O espaço segue aberto para eventual manifestação da defesa.
O caso amplia o debate sobre práticas ilegais no Legislativo municipal e deve avançar agora na esfera judicial, com novos desdobramentos aguardados nas próximas semanas.














