O gerente do tráfico de São Gonçalo foi preso pela Polícia Civil neste domingo (6) enquanto aproveitava férias em uma casa de praia em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Alan Nunes Coragem, de 39 anos, é apontado como um dos principais líderes do tráfico de drogas na comunidade Apolo I, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), após investigações que localizaram o criminoso no interior de um imóvel de luxo na cidade litorânea. Alan foi surpreendido pelos policiais e não ofereceu resistência no momento da abordagem.
Segundo a Polícia Civil, além de gerenciar o tráfico de drogas em São Gonçalo, Alan também atuava em roubos de carga nos municípios de São Gonçalo e Itaboraí. As investigações indicam que, antes de assumir o posto de gerente na comunidade Apolo I, ele trabalhou em áreas dominadas pela mesma facção criminosa em Campos Elíseos, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
No passado, Alan teria liderado esquemas de extorsão contra empresários da região, cobrando valores ilegais para permitir o funcionamento de estabelecimentos comerciais. Ele é considerado integrante do Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro.
Contra Alan Nunes Coragem havia um mandado de prisão preventiva pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e extorsão. Após a captura, ele foi conduzido à sede da DRFC para os procedimentos de praxe e será transferido para um presídio na capital fluminense.
Em depoimento ao jornal O Dia, um dos investigadores relatou que a prisão de Alan enfraquece a estrutura do tráfico na região. “Ele era uma peça-chave tanto no comércio de drogas quanto nas ações de roubo de cargas. Retirá-lo de circulação é uma vitória para a segurança pública”, afirmou o policial.
A operação que levou à prisão do criminoso faz parte de uma série de ações integradas entre as delegacias especializadas e o Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), visando desarticular organizações criminosas atuantes no estado.
Agora, as investigações continuam para localizar outros comparsas de Alan e identificar possíveis imóveis e bens adquiridos pelo traficante com o lucro das atividades ilegais.














