Gelcio Cunha morre aos 71 anos no Rio de Janeiro. O jornalista e radialista faleceu na manhã desta segunda-feira (8) após sofrer um infarto no Hospital Casa Rio Laranjeiras, na Zona Sul, provocado por complicações de uma cirurgia. Ele estava internado há mais de uma semana e lutava contra uma síndrome que comprometia a fala, a movimentação da face e a alimentação.
Natural de Além Paraíba, em Minas Gerais, Gelcio acumulava mais de 46 anos de trajetória profissional. Começou na Rádio Capital, mas ganhou notoriedade pelo trabalho de quatro décadas na Rádio Globo, onde comandou o Amarelinho da Globo e participou do programa Show do Antonio Carlos, ao lado de Juju Carioca, Zora Yonara, Aldenora Santos e outros nomes marcantes do rádio.
O radialista também passou por emissoras como Tupi, Nacional e Sul-América Paradiso, além de ter sido um dos fundadores da CBN, onde atuou como primeiro chefe de reportagem. Fora do rádio, trabalhou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), assessorando desembargadores e campanhas pelo voto eletrônico.
Em 2017, Gelcio lançou o canal Conexão com o Mundo no YouTube, onde continuou se comunicando com o público. Pianista formado pelo Conservatório Brasileiro de Música, também chegou a disputar a prefeitura de sua cidade natal nos anos 2000, quando não foi eleito, mas assumiu o cargo de secretário de Desenvolvimento.
Gelcio Cunha deixa a esposa e dois filhos, Jaqueline e Diego. Ele será sepultado em Além Paraíba, sua terra natal.
Em nota emocionada nas redes sociais, o jornalista e colunista do O Dia, Sidney Rezende, prestou homenagem: “Estou muito triste depois de saber da morte do nosso querido Gelcio Cunha. O amor profundo dos ouvintes por ele é o atestado de que sua vida foi marcante e cheia de significados. Saudade, amigo!”














