Futebol de Base

Copa Rio Sub-20
Olá, pessoal!
Na coluna de hoje, vamos deixar um recado para os treinadores que trabalham com a formação de jovens atletas no Brasil.
Um dos grandes problemas do nosso futebol atualmente é a mania de alguns acharem que são donos da verdade. Alguns treinadores se colocam como “comandantes”, mas, na prática, agem como ditadores: não aceitam ser questionados ou contrariados.
Um líder de grupo deveria valorizar os que pensam, provocam debates e enriquecem a troca de ideias.
Quando você ensina uma criança, ela acredita em tudo o que você diz. Naquele momento, você é, para ela, a única referência.
*(Por isso, fica o ALERTA: se você trabalha na base, pense bem no que ensina como verdade absoluta.)*
Muita gente se esquece de que a paixão pelo futebol nasce com a bola no pé, o gol e o ataque… Não com a marcação, em se defender e o medo de errar.
Correr atrás da bola, defender em bloco baixo, sair no contra-ataque, tudo isso até é mais fácil de ensinar, e é necessário no futebol. Mas, para muitas equipes de base, isso acabou virando regra absoluta.
Ter a posse, ser ofensivo, propor o jogo e pressionar realmente deixam as equipes mais expostas, e, para isso, exige-se coragem do treinador, mas muitos não fazem, pois o emprego é mais importante do que formar.
No fim das contas, os *jogadores* são os protagonistas e mais essencial do que qualquer estratégia pronta. Por isso, a necessidade de conhecê-los e ouvi-los se torna ainda mais imprescindível no processo formativo.
Muitos não sabem lidar com o simples ato de serem questionados, mas ser desafiado é uma oportunidade de evolução. Errar não é o problema. O problema é achar que nunca se erra.
Concluímos dizendo que o atleta é a melhor estratégia do treinador e o que eles querem na verdade é jogar e se divertir com a melhor amiga de sua infância, a bola!
Até a próxima!
Limpatech