Furtos em Niterói assustam comerciantes e causam prejuízos crescentes

Furtos em Niterói assustam comerciantes e causam prejuízos crescentes

Os furtos em Niterói têm preocupado comerciantes e provocado prejuízos cada vez maiores em diferentes regiões do município. Dados do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) apontam que mais de 720 ocorrências desse tipo foram registradas contra estabelecimentos comerciais nos últimos 12 meses, cenário que tem levado empresários a reverem até mesmo a continuidade dos negócios.

Em Icaraí, um comerciante decidiu colocar seu ponto à venda depois de ter a loja invadida seis vezes em apenas seis meses. Outro caso que chamou atenção ocorreu em uma unidade da rede Bob’s, que sofreu uma sequência de furtos entre dezembro de 2025 e junho deste ano.

Segundo o sócio da loja, Rogério Rosetti, os criminosos levaram diversas vezes fios elétricos, tubulações de cobre e equipamentos do sistema de ar-condicionado. Em uma das ações, quatro condensadoras foram furtadas, enquanto o ataque mais recente gerou prejuízo estimado em R$ 4 mil.

“Entre dezembro e janeiro foram cinco furtos. Quando colocamos uma faixa avisando que já tínhamos sido assaltados quatro vezes, naquela mesma noite aconteceu o quinto crime”, relatou. (em entrevista ao jornal O Dia).

Além dos danos materiais, Rosetti calcula que as interrupções nas atividades do estabelecimento causaram uma perda aproximada de R$ 150 mil em faturamento, agravando ainda mais a situação financeira do negócio.

A preocupação, porém, não se limita ao setor de alimentação. Também em Icaraí, uma lavanderia foi invadida por um criminoso que furtou uma televisão de 32 polegadas avaliada em cerca de R$ 800. O suspeito acabou sendo preso posteriormente ao tentar praticar outro furto em um estabelecimento semelhante.

No Centro de Niterói, uma padaria também foi alvo de criminosos durante a madrugada. Apesar de nada ter sido levado, a tentativa de invasão deixou prejuízos após a porta principal do comércio ser destruída.

Levantamento divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) mostra que a maior concentração dos furtos em estabelecimentos comerciais ocorre na região central da cidade, responsável por aproximadamente 35% dos registros. Em seguida aparecem Icaraí e a Zona Sul, com cerca de 30% das ocorrências.

As áreas do Fonseca, Zona Norte e Região Oceânica também registram índices elevados, respondendo juntas por cerca de 35% dos casos contabilizados no período analisado.

Embora os indicadores oficiais apontem redução em crimes violentos, como roubos de rua e de veículos, comerciantes afirmam que os furtos noturnos se tornaram uma das principais ameaças para quem mantém um negócio na cidade.

Segundo relatos de lojistas e dados do CISP, os criminosos costumam agir durante a madrugada utilizando métodos semelhantes, como escalada de marquises, arrombamento de portas de vidro e furto de cabos de energia e tubulações de cobre de aparelhos de ar-condicionado.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o 12º BPM realiza patrulhamento estratégico com viaturas, motocicletas e equipes extras por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS). A corporação destacou ainda a realização diária da Operação Anti-Furtos, voltada ao combate de crimes em comércios, fiações e materiais recicláveis.

A Polícia Militar informou que, somente em 2026, mais de 100 suspeitos foram detidos na área de atuação do batalhão e cerca de 20 adolescentes foram apreendidos por envolvimento em atos infracionais.

Já a Polícia Civil esclareceu que o caso mais recente citado pelo comerciante ainda não havia sido registrado formalmente na delegacia responsável até o momento da divulgação da nota. A instituição reforçou a importância de que todas as vítimas façam o registro da ocorrência, seja presencialmente ou pela Delegacia Online, para auxiliar nas investigações.

O avanço dos furtos em Niterói tem deixado comerciantes em alerta e reforçado a necessidade de medidas de segurança cada vez mais rigorosas para tentar reduzir os prejuízos e a sensação de vulnerabilidade enfrentada diariamente pelo setor.

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