Funcionários da Fiocruz se jogam no chão para fugir de tiros

Funcionários da Fiocruz se jogam no chão

Funcionários da Fiocruz se jogam no chão de um ônibus para se proteger durante um intenso tiroteio na manhã desta quinta-feira (31), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio. O veículo circulava pelo campus da fundação quando foi surpreendido por disparos durante uma operação da Polícia Civil que visava prender foragidos da Justiça.

A comunidade de Manguinhos, onde fica a sede da Fiocruz, é separada por um rio da favela do Mandela, também alvo da ação policial. Segundo relatos, houve momentos de pânico entre os trabalhadores, que se deitaram no chão do coletivo enquanto tiros ecoavam pela região.

Conforme a instituição, o campus entrou em estado de segurança 2, ativado quando são identificados disparos nas imediações. Por precaução, o Museu da Vida suspendeu a visitação nesta quinta-feira, com previsão de reabrir nesta sexta (1º). Já as demais atividades da fundação foram mantidas, com recomendação para que o acesso seja feito exclusivamente pela Avenida Brasil, devido à manifestação de moradores que chegou a bloquear a entrada pela Rua Leopoldo Bulhões.

Violência próxima à fundação

O episódio remete a outro caso semelhante ocorrido em janeiro, quando uma bala atingiu o prédio da Bio-Manguinhos durante uma fuga de criminosos. À época, uma funcionária foi ferida por estilhaços, e dois prestadores de serviço terceirizados foram presos por suposta colaboração com os fugitivos.

Na ocasião, a Fiocruz afirmou que agentes entraram no campus sem autorização. A Polícia Civil, por sua vez, alegou que os disparos partiram de criminosos em fuga.

Operação em Manguinhos

A operação desta quinta-feira é parte da “Operação Torniquete”, que já prendeu mais de 570 suspeitos desde setembro de 2024. Três homens foram presos em flagrante, e as equipes apreenderam dois fuzis, uma pistola e drogas.

Um suspeito morreu após confronto com a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e foi levado ao Hospital Federal de Bonsucesso, onde chegou sem vida. Outras três pessoas baleadas foram atendidas na UPA de Manguinhos e transferidas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Uma delas já recebeu alta, enquanto duas permanecem internadas — sendo uma com anotação criminal.

Segundo a 21ª DP (Bonsucesso), que coordena a ação com apoio de unidades especializadas, Manguinhos é usada por criminosos do Comando Vermelho como rota para comunidades vizinhas como Jacaré e Mandela.

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