Na tarde de sexta-feira (25), funcionários da Fiocruz sofreram um assalto enquanto retornavam para casa em um ônibus corporativo da instituição. O crime aconteceu na Avenida Brasil, altura de Irajá, Zona Norte do Rio. Dois homens armados invadiram o coletivo da Viação Três Irmãos, renderam o motorista e roubaram dinheiro, celulares, bolsas, alianças e outros pertences dos trabalhadores do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz.
As vítimas haviam deixado o campus de Manguinhos por volta das 17h, com destino a Campo Grande, na Zona Oeste. Segundo relatos, apesar do clima de tensão e medo, ninguém foi ferido durante a ação criminosa. “Roubaram bolsas, celulares, alianças, óculos de grau e etc. Não bateram em ninguém, mas as pessoas ficaram nervosas e com medo, claro”, contou uma testemunha em depoimento ao porta G1.
Após o assalto, os criminosos fugiram e o caso foi registrado na 38ª DP (Brás de Pina). A Polícia Civil está investigando a ocorrência, mas até o momento não há informações sobre a identificação dos suspeitos.
A Fiocruz divulgou uma nota oficial lamentando o episódio e prestando apoio aos trabalhadores. Segundo a instituição, um profissional da Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic), que também estava no ônibus, acompanhou as vítimas e orientou sobre a realização do boletim de ocorrência.
A Presidência da Fiocruz lamenta comunicar que, no final da tarde desta sexta-feira (25/4), o ônibus da linha 4 do Transporte Corporativo (Manguinhos-Campo Grande) foi vítima de assalto, na altura de Irajá. Os trabalhadores, que retornavam para casa, foram acompanhados por profissional da Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic), que já estava presente na linha como usuário do serviço. Não houve feridos e houve orientação sobre a realização de boletim de ocorrência. A Fundação se solidariza aos trabalhadores em mais este episódio de violência na cidade do Rio de Janeiro, diz a nota.
Avenida Brasil acumula casos de violência contra trabalhadores
O assalto aos funcionários da Fiocruz reforça o cenário de insegurança na Avenida Brasil, uma das vias mais movimentadas do Rio de Janeiro. Assaltos a ônibus, tanto de linhas comuns quanto de transportes corporativos, são frequentes em trechos da Zona Norte, especialmente nas regiões de Irajá, Parada de Lucas e Coelho Neto.
Moradores e trabalhadores que utilizam a via diariamente relatam o medo constante de serem vítimas de ações criminosas. Apesar de operações pontuais da Polícia Militar, especialistas apontam que a falta de patrulhamento contínuo em determinados pontos facilita a atuação de assaltantes.
A Fiocruz já enfrentou outros episódios semelhantes envolvendo seus funcionários no trajeto entre o campus e diferentes bairros da cidade. A instituição reforçou que seguirá prestando apoio às vítimas deste último caso, enquanto aguarda as investigações das autoridades.














