Funcionário de UPA demitido por roubar dinheiro de paciente morto

UPA de Del Castilho

Um funcionário de UPA demitido está sendo investigado após roubar dinheiro de um paciente morto na unidade de Del Castilho, Zona Norte do Rio. O crime ocorreu após a morte de Francisco Mendes Chaves, de 64 anos, que estava internado na unidade e faleceu no dia 13 de abril. A família do idoso, que mora no Ceará, só chegou ao Rio três dias depois e identificou movimentações suspeitas na conta bancária da vítima.

De acordo com os familiares, no dia 15 de abril — dois dias após o falecimento — uma transferência de R$ 777 foi realizada a partir do celular da vítima. O valor foi enviado para a filha de um dos funcionários da unidade de saúde, o que levantou suspeitas imediatas e levou ao registro da ocorrência na 44ª DP (Inhaúma).

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o profissional era do setor administrativo da UPA. Ao tomar conhecimento dos fatos, a coordenação da unidade determinou a demissão imediata do funcionário e instaurou uma sindicância interna para apurar a conduta. “A unidade está contribuindo para a investigação policial em curso”, informou a SMS, em nota oficial.

A Polícia Civil confirmou que está investigando o caso e busca esclarecer como o acesso ao celular e aos dados bancários do idoso foi realizado. A hipótese de que o funcionário tenha agido de forma isolada ou com a ajuda de terceiros também está sendo considerada nas apurações.

O funcionário de UPA demitido teria alterado a senha da conta bancária da vítima antes de fazer a transferência para a própria filha, configurando crime de estelionato e possível violação de dever funcional. A polícia já ouviu funcionários da unidade e pretende convocar a beneficiária da transferência para prestar depoimento.

A família do idoso demonstrou indignação com o ocorrido e afirmou que aguardará o desfecho da investigação para tomar medidas legais. “É revoltante saber que alguém se aproveitou da morte de um ente querido para cometer esse tipo de crime”, disse um dos parentes, em depoimento à imprensa local.

A UPA de Del Castilho é administrada pela Prefeitura do Rio e está sob avaliação constante da Secretaria de Saúde. O episódio gerou críticas sobre a segurança dos pertences de pacientes nas unidades públicas e pode resultar em mudanças no protocolo de guarda de objetos pessoais.

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