A fraude contra lojas on-line causou um prejuízo estimado em quase R$ 12 milhões a plataformas de comércio eletrônico no Rio de Janeiro. A Polícia Civil iniciou, nesta segunda-feira (8), uma operação para apurar a atuação de um grupo suspeito de aplicar golpes em compras virtuais usando dados pessoais de terceiros.
A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), que saíram para cumprir 28 mandados de busca e apreensão. As diligências acontecem nos municípios do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e São Gonçalo.
De acordo com a investigação, os criminosos criavam cadastros fraudulentos em plataformas de grandes redes varejistas, como Casas Bahia e Ponto Frio. Para isso, utilizavam informações pessoais de outras pessoas, o que permitia a abertura de contas falsas e a realização de compras em nome de terceiros.
Depois que os pedidos eram feitos, os produtos eram enviados para endereços ligados à quadrilha. A suspeita é de que o esquema tenha funcionado por cerca de seis meses, período em que as empresas identificaram um grande volume de tentativas de fraude.
Foi identificado por essas empresas um ataque maciço durante um período de 6 meses, explicou o delegado Thiago Neves, em entrevista ao Bom Dia Rio.
Ainda segundo a Polícia Civil, as plataformas registraram 73.715 pedidos suspeitos. Desse total, cerca de 60 mil foram bloqueados pelos setores internos de prevenção a fraudes das empresas, antes que as compras fossem concluídas.
Apesar dos bloqueios, 12.819 pedidos acabaram sendo aprovados e geraram o prejuízo estimado em R$ 11,7 milhões. A investigação busca identificar os responsáveis pelo esquema, os endereços usados para recebimento das mercadorias e a possível participação de outros envolvidos.
A operação desta segunda-feira faz parte do esforço da Polícia Civil para combater crimes praticados contra o comércio eletrônico, que têm crescido com o aumento das compras digitais e o uso indevido de dados pessoais. O caso segue sob investigação pela Delegacia de Roubos e Furtos.
O avanço das apurações deve indicar como o grupo se organizava, quem recebia os produtos e de que forma as compras fraudulentas conseguiram passar pelos sistemas de segurança.














