Fraude Bilionária no Rio: Polícia Civil Desvenda Reativação de Banco Extinto e Disputa por Terrenos na Barra!

Fraude Bilionária no Rio

Polícia Civil apura esquema de fraude bilionária envolvendo reativação de banco extinto no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação nesta quinta-feira (25) para investigar um complexo esquema de fraude ligado à suposta reativação do Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM). A instituição financeira, que teve suas atividades oficialmente encerradas na década de 1960, teria sido reativada em 2024 na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja).

As investigações apontam que a manobra teria como objetivo a apropriação indevida de um crédito superior a R$ 1 bilhão. Entre os alvos da operação estão acionistas do banco e membros da alta cúpula da Jucerja, incluindo o vice-presidente, o secretário-geral e o ex-presidente do órgão. A ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão em imóveis de luxo em diversos bairros da capital.

O caso se conecta a uma antiga disputa judicial por um terreno de 153 mil metros quadrados na Barra da Tijuca, avaliado em até R$ 2,5 bilhões com correções. Conforme informação divulgada pelo g1 Rio, a tentativa de reativar o banco extinto pode ter sido uma estratégia para interferir diretamente neste litígio e acessar valores bilionários a serem pagos pelo Estado.

Dirigentes da Jucerja sob Investigação em Esquema de Fraude

A investigação da Delegacia de Defraudações concentra-se em apurar possíveis irregularidades no processo de reativação do Banco de Crédito Móvel na Jucerja. Segundo apurado, a decisão de reativar a instituição, que havia sido liquidada em 1964, ocorreu mesmo diante de pareceres contrários da Justiça e da Procuradoria do órgão. A suspeita é de que falsos acionistas tenham sido utilizados para conferir uma aparência de legalidade ao ato.

O Banco de Crédito Móvel encerrou suas atividades após decisão dos próprios acionistas em 1964. Na época, os sócios minoritários foram ressarcidos em dinheiro, enquanto os majoritários dividiram os bens remanescentes, culminando na extinção das ações da companhia. A reativação em 2024, sob a presidência de Sergio Tavares Romay no Colégio de Vogais da Jucerja, levanta sérias dúvidas sobre a legalidade do procedimento.

Disputa por Terreno Bilionário na Barra da Tijuca é o Foco da Investigação

O cerne da suposta fraude está ligado a uma disputa de décadas por um extenso terreno na Barra da Tijuca. A área, com 153 mil metros quadrados, é palco de um conflito entre famílias que se dizem proprietárias e o governo estadual, que contesta a validade dos documentos apresentados para comprovar a posse. O valor envolvido nas indenizações, com correções monetárias, pode chegar a impressionantes R$ 2,5 bilhões.

O Banco de Crédito Móvel já figurou anteriormente no histórico desse caso, tendo sido mencionado como intermediário em negociações antigas dos terrenos. Essa conexão histórica adiciona uma camada de complexidade à já intrincada disputa judicial e fortalece a linha de investigação da Polícia Civil sobre a motivação por trás da reativação fraudulenta do banco.

Outras Suspeitas Ligadas ao Caso Incluem Fraudes Imobiliárias e Invasão de Terrenos

Além da suspeita principal de fraude na reativação do banco, os investigadores apuram se os envolvidos possuem ligações com outras atividades ilícitas. Entre elas, destacam-se invasões de terrenos na Barra da Tijuca, outras fraudes imobiliárias e a possível construção de condomínios irregulares. A operação visa desarticular um esquema que pode ter ramificações em diversas áreas do mercado imobiliário e financeiro do Rio de Janeiro.

A ação policial busca apreender documentos e evidências que comprovem a participação dos acionistas e dirigentes da Jucerja no esquema. A expectativa é que a operação esclareça os detalhes da fraude bilionária e identifique todos os responsáveis pela tentativa de apropriação indevida de recursos públicos e privados.

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