A foto manipulada pelo Grok levou a cantora Julie Yukari, vocalista da banda de rock alternativo Adaga, a registrar ocorrência policial após imagens alteradas por inteligência artificial passarem a circular no X. Segundo o relato, versões da fotografia original mostravam a artista de biquíni e até nua, sem qualquer autorização.
A imagem original havia sido publicada na noite de Réveillon e mostrava a cantora vestida, em um momento doméstico ao lado de sua gata. Pouco depois, usuários passaram a solicitar alterações ao Grok, ferramenta de IA integrada à plataforma, que teria gerado as versões manipuladas. Julie afirma que bloqueou o perfil do Grok acreditando que isso impediria a criação das imagens, o que não ocorreu.
Em depoimento, a cantora disse ter se sentido humilhada e atacada após a repercussão, relatando ofensas e comentários agressivos de internautas. Ela também afirmou temer que o conteúdo chegasse a familiares e ao ambiente profissional, o que a fez considerar apagar suas redes sociais.
Diante do episódio, Julie procurou a polícia para formalizar a denúncia e tenta remover as imagens alteradas da plataforma. De acordo com a artista, a administração do X informou inicialmente não ter identificado violação das regras, apesar de remover pedidos para novas manipulações. O caso ganhou atenção internacional e se soma a cobranças de autoridades estrangeiras por respostas das plataformas sobre o uso de IA para manipulação de imagens.
A situação reacende o debate sobre consentimento, responsabilização e segurança digital, especialmente diante da rápida disseminação de conteúdos gerados por inteligência artificial nas redes sociais.














