O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou nesta quarta-feira (4) que ainda não conseguiu se reunir com o governador Cláudio Castro para discutir a integração da Força Municipal com a Polícia Militar. A declaração foi feita durante a apresentação oficial dos equipamentos, viaturas e armamentos da Divisão de Elite da Guarda Municipal, cuja atuação está prevista para começar em março.
Segundo Paes, apesar de a Prefeitura estar estruturando a nova tropa, a responsabilidade constitucional pela segurança pública é do governo estadual. Ele destacou que a proposta da Força Municipal não é substituir a Polícia Militar, mas atuar de forma complementar, ajudando a liberar o efetivo estadual para áreas onde apenas a PM pode operar.
— Tenho solicitado há algum tempo uma audiência com o governador para que possamos trabalhar em conjunto. Ainda não consegui esse encontro, mesmo após meses pedindo. A tarefa da segurança pública é do governador, não do prefeito — afirmou Paes.
A Força Municipal terá foco no combate a roubos e furtos e contará inicialmente com 600 agentes, distribuídos em três bases operacionais: Leblon, na Zona Sul; Piedade, na Zona Norte; e Campo Grande, na Zona Oeste. As áreas de patrulhamento serão definidas a partir da análise de manchas criminais.
Os agentes estarão equipados com pistolas calibre 9 mm, armas de menor potencial ofensivo, como sprays e armas de choque, além de tonfas. Todos os guardas utilizarão câmeras corporais, com monitoramento em tempo real por GPS, a partir do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio).
De acordo com a Prefeitura, o objetivo do uso das câmeras é garantir transparência, coibir desvios de conduta e proteger os próprios agentes durante as abordagens. A atuação da tropa seguirá protocolos de uso progressivo da força, conforme o nível de risco de cada ocorrência.
O investimento anual estimado na Força Municipal é de R$ 280 milhões. A estrutura inclui 118 veículos, entre motocicletas, vans e viaturas, além de equipamentos de proteção individual e armamentos recém-adquiridos.
Procurado para comentar as declarações, o governo do estado ainda não se manifestou sobre a reunião solicitada pelo prefeito. O espaço segue aberto para posicionamento.














