A Força Municipal armada no Rio começará a operar nos próximos dias com a instalação de quatro bases distribuídas em diferentes regiões da cidade. A nova estrutura de segurança pública foi planejada para atuar principalmente em áreas com maior incidência de roubos e furtos.
Segundo informações divulgadas pela prefeitura, as unidades ficarão localizadas na Academia da Força, em Irajá, além de bases no Leblon, no Parque Inhoaíba e no Parque Piedade. A previsão é que a nova tropa entre em funcionamento a partir do próximo domingo (15), com implantação gradual das equipes.
No início das atividades, parte do efetivo ficará de prontidão enquanto o serviço passa pelas primeiras etapas de operação. Ao todo, cerca de 600 agentes foram preparados para integrar a Força Municipal, que terá atuação voltada à prevenção de crimes nas ruas.
O planejamento da prefeitura prevê a presença de 72 agentes distribuídos entre as quatro bases principais. O custo estimado para manter essas estruturas é de aproximadamente R$ 5,1 milhões por ano.
Entre os equipamentos utilizados pela tropa estão câmeras corporais de uso obrigatório, que permitirão acompanhamento das ações em tempo real. As imagens serão supervisionadas por uma central de monitoramento e gestão operacional que funcionará 24 horas por dia.
A central terá capacidade de acompanhar ocorrências ao vivo, enviar orientações às equipes em campo e emitir alertas automáticos caso algum agente saia do trajeto definido durante uma operação. Em situações específicas, também será possível acessar remotamente as câmeras utilizadas pelos agentes.
Além do sistema de monitoramento, os profissionais contarão com pistolas Glock calibre 9 mm, armas de choque e uma frota de 118 veículos, composta por picapes, motocicletas e vans utilizadas nas operações de patrulhamento.
De acordo com o prefeito da cidade, a nova força não substituirá as polícias estaduais, responsáveis pelo combate ao crime organizado. A proposta é complementar o trabalho das forças de segurança, atuando especialmente em crimes de rua.
“Ela não substitui as polícias, comandadas e controladas pelo Governo do Estado, que continuam tendo a responsabilidade de enfrentar o crime organizado. A Força Municipal foi criada para dar apoio no combate a roubos e furtos nas ruas. O que a gente identificou com dados, é que 50% desses crimes acontecem em 5% do território da cidade. Ou seja, com planejamento e inteligência, podem ser combatidos e evitados. Os agentes não estarão sozinhos nas ruas. Serão monitorados 100% do tempo, vão atuar equipados com câmeras corporais”, disse o prefeito.
Para auxiliar no trabalho das equipes, dispositivos móveis serão utilizados para receber missões operacionais, registrar ocorrências e produzir relatórios das atividades realizadas.
A atuação da Força Municipal não incluirá atendimento direto às chamadas do 190 ou do serviço 1746. Também não caberá à tropa conduzir investigações criminais, operações contra o crime organizado, fiscalização de ordem pública ou controle de multidões.
Com a implantação da nova estrutura, a prefeitura aposta no uso de tecnologia e planejamento estratégico para reforçar a presença de agentes em áreas consideradas mais sensíveis da cidade.
Nos bastidores da política e da segurança pública, a criação da nova tropa também passa a ser observada com atenção, já que a atuação nas ruas poderá influenciar o debate sobre políticas de combate à criminalidade no Rio nos próximos meses.














