Flávio Bolsonaro acusa Lula de descaso com a Amazônia e promete ajuda a Manaus
Em meio à grave crise de fumaça que tem coberto Manaus pelas últimas três semanas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez declarações contundentes contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de negligência com a preservação da Amazônia.
A fala ocorreu durante agenda do senador na capital amazonense, onde moradores locais o abordaram cobrando posicionamento sobre a situação de emergência ambiental. Flávio Bolsonaro não poupou críticas e utilizou termos fortes para descrever a postura do atual governo.
As declarações foram divulgadas pelo Metrópoles, que acompanhou a agenda do senador. A crise ambiental no Amazonas, marcada por um aumento expressivo de focos de incêndio, tem gerado grande apreensão na população e levado a medidas emergenciais, como a suspensão de aulas e o cancelamento de atividades ao ar livre na capital.
Críticas à gestão federal e promessas de campanha
“O Lula, além de não preservar a Amazônia, está de costas para a Amazônia. Nem o pedido de ajuda dos bombeiros aqui do Amazonas ele atendeu. O Lula está cagando para a Amazônia”, declarou Flávio Bolsonaro, reproduzindo a fala original divulgada pela fonte.
O senador aproveitou o momento para prometer que, caso eleito presidente, adotará medidas firmes para auxiliar o estado do Amazonas no combate às queimadas. “A partir de janeiro do ano que vem, vocês terão um presidente que vai ajudar o estado do Amazonas a combater as queimadas”, afirmou, segundo a fonte.
Flávio Bolsonaro também expressou o desejo de transformar as riquezas naturais da região em benefícios concretos para a população local. “Vocês terão um presidente da República que vai tomar conta da floresta, mas vai transformar as riquezas que Deus deu em riquezas para cada um de vocês, povo amazonense”, declarou.
O cenário alarmante das queimadas no Amazonas
A declaração do senador ocorre em um contexto de escalada da crise ambiental. Entre 1º de setembro e 14 de outubro, o estado registrou 5.365 focos de incêndio, o que representa um aumento de 195% em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em outubro, a fumaça decorrente dos incêndios afetou a capital amazonense por nove dias seguidos, impactando diretamente a qualidade do ar e a rotina dos moradores. A Prefeitura de Manaus chegou a suspender aulas da rede municipal em 9 de outubro e cancelou eventos ao ar livre, buscando mitigar os efeitos nocivos à saúde pública.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas informou que, entre 1º de julho e 9 de outubro, 375 pessoas foram atendidas em serviços de pronto atendimento da capital por problemas de saúde relacionados à inalação da fumaça. O avanço dos incêndios também atingiu áreas de floresta e territórios indígenas, com um foco permanecendo ativo por mais de 40 dias na região do Rio Urubu, em Itacoatiara, em 15 de outubro.
Fatores que agravam a crise ambiental
A ação humana é apontada como um dos principais responsáveis pelo início dos incêndios. No entanto, as condições climáticas adversas também desempenham um papel crucial no agravamento da situação. A vegetação seca, a baixa umidade do ar e as altas temperaturas criam um cenário propício para a rápida propagação das chamas.
O fenômeno El Niño, que intensifica as condições de seca e calor, é outro fator que contribui para a severidade dos incêndios na região amazônica, aumentando a vulnerabilidade da floresta e exigindo ações urgentes de combate e prevenção.












