Flávio Bolsonaro adia definição de candidato ao Senado no RJ por medo de ações do STF contra aliados

Flávio Bolsonaro adia definição de candidato ao Senado no RJ por medo de ações do STF contra aliados

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu postergar a escolha do nome que representará o PL na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, seu principal reduto político.

A decisão de adiar a definição, segundo aliados, visa evitar possíveis reações do Supremo Tribunal Federal (STF) ao candidato escolhido, deixando a escolha para o momento mais próximo possível das convenções partidárias.

Flávio Bolsonaro expressou, em conversas reservadas, a preocupação de que os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes possam autorizar novas operações judiciais contra o indicado pelo PL.

Jordy e Canella na mira do STF, aponta Flávio Bolsonaro

Nos bastidores, o senador sinaliza uma preferência pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) para a vaga no Senado. No entanto, Jordy é alvo de uma investigação relatada pelo ministro Flávio Dino, que apura o uso irregular da cota parlamentar.

Essa preocupação se intensificou após o ministro Dino autorizar, na semana passada, uma nova operação da Polícia Federal contra pessoas ligadas ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), dentro da mesma investigação.

A operação contra os aliados de Cavalcante ocorreu justamente após o nome dele surgir como uma das cotas para disputar o Senado pelo PL no Rio de Janeiro. Além de Jordy e Cavalcante, o senador Carlos Portinho também é mencionado como uma opção.

Márcio Canella também teve pré-candidatura afetada por decisão do STF

O temor de Flávio Bolsonaro se estende a outras frentes. O ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, determinou nesta semana uma operação contra o ex-prefeito Márcio Canella (União), que já havia sido definido pelo próprio Flávio como pré-candidato ao Senado pelo Rio.

De acordo com relatos de aliados, o filho mais velho de Jair Bolsonaro está cada vez mais convencido de que há uma atuação orquestrada por parte dos ministros Dino e Moraes para atrapalhar sua campanha eleitoral, especialmente em seu principal reduto eleitoral, o Rio de Janeiro.

Essa estratégia de adiar a definição visa, portanto, minimizar os riscos de novas intervenções judiciais que possam inviabilizar a candidatura de nomes fortes do PL para o Senado no estado.

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