Fiscalização em ferros-velhos de Macaé mirou a receptação de materiais furtados e roubados durante uma operação realizada nesta terça-feira (26), em diferentes bairros da cidade. A ação colocou estabelecimentos ligados à sucata e reciclagem no foco de uma ofensiva municipal contra o comércio irregular.
As equipes percorreram regiões como Visconde, Barra de Macaé e Parque Atlântico. Durante as vistorias, técnicos analisaram licenciamento, funcionamento, armazenamento de materiais e origem dos produtos comercializados.
O principal objetivo da operação foi impedir que fios, metais e peças provenientes de furtos e roubos entrem em cadeias clandestinas de revenda. Esse tipo de prática é apontado como uma das engrenagens que alimentam crimes patrimoniais e prejuízos recorrentes na cidade.
Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Tales Borges, a fiscalização faz parte de um trabalho contínuo de monitoramento realizado pelo município.
“O objetivo é combater a receptação de materiais oriundos de roubo e furto, fortalecer a segurança pública e garantir que os estabelecimentos funcionem dentro da legalidade”, afirmou Tales Borges.
Durante a operação, os agentes encontraram irregularidades em alguns dos pontos vistoriados. A ação terminou com autuações, notificações e interdições administrativas, mas o balanço detalhado das medidas ainda não havia sido divulgado até o fechamento da reportagem.
Além da documentação e dos alvarás, os fiscais também verificaram as condições estruturais dos espaços, a forma de armazenamento das sucatas e possíveis ampliações irregulares em terrenos usados para esse tipo de atividade.
Em um dos locais fiscalizados no Parque Atlântico, técnicos avaliaram áreas em expansão ligadas ao comércio de sucata, situação que chamou a atenção das equipes durante a vistoria.
A Prefeitura de Macaé afirma que o trabalho não tem como alvo comerciantes regularizados, mas sim práticas fora das normas urbanísticas, ambientais e de segurança. A administração municipal também defende que o acompanhamento constante é necessário em atividades consideradas sensíveis.
Nos bastidores da fiscalização, a avaliação é que a licença de funcionamento não elimina a necessidade de controle permanente, principalmente pela possibilidade de ligação indireta entre o setor de sucatas e crimes patrimoniais.
O município também sustenta que as operações ajudam a proteger empresários que atuam de forma regular, evitando concorrência desleal provocada por estabelecimentos clandestinos ou em situação irregular.
“A fiscalização vai continuar acontecendo. O objetivo não é perseguir quem trabalha corretamente, mas impedir irregularidades e combater práticas criminosas que impactam toda a cidade”, reforçou Tales Borges.














