Fim de Milícia no RJ: Polícia Prende Líderes Financeiros e de Guerra Ligados ao TCP

Rodrigo Marques Carbone foi preso em Rio das Ostras

Operação Policial Desmantela Milícia Aliada ao TCP: Chefes Financeiros e de Guerra Capturados no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na manhã desta quarta-feira (24) uma operação de grande porte contra uma milícia que opera em comunidades da Zona Oeste, incluindo Rio das Pedras, Catiri e Catonho. A ação mira especificamente dois homens considerados fundamentais na organização criminosa, que possui **aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP)**.

As investigações apontam que os alvos são figuras centrais tanto na estrutura financeira quanto na capacidade bélica do grupo. Eles são acusados de gerenciar a cobrança de taxas extorsivas e de articular ações armadas para expandir o domínio territorial. A operação busca enfraquecer significativamente o poder desta milícia.

A investigação, que começou em setembro de 2025, após uma apreensão de drogas e armas na Taquara, permitiu identificar os papéis de Rodrigo Marques Carbone e Luick Ferreira Cabral Pequeno. Ambos são descritos como gerentes gerais, responsáveis pela arrecadação de dinheiro ilegal e pela mobilização de criminosos em confrontos. Conforme informação divulgada pela corporação, a aliança com o TCP visa fortalecer o poder bélico, garantir o controle de territórios já dominados e avançar sobre áreas sob influência do Comando Vermelho.

Peças-Chave da Milícia Capturadas

A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra Rodrigo Marques Carbone e Luick Ferreira Cabral Pequeno. Luick já se encontrava preso, enquanto Rodrigo foi detido em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. Ambos exerciam funções estratégicas, atuando como **gerentes gerais na cobrança de taxas extorsivas** e como “puxadores de guerra”, articulando ações armadas.

Segundo a polícia, Rodrigo e Luick coordenavam a arrecadação de dinheiro obtido ilegalmente através da cobrança de taxas de moradores, comerciantes e empreendimentos imobiliários nas áreas controladas pelo grupo. Essa arrecadação é vital para a manutenção e expansão das atividades criminosas da milícia.

Braço Armado e Expansão Territorial

Além da atuação financeira, os suspeitos tinham papel central no **braço armado da milícia**. Suas responsabilidades incluíam a mobilização de criminosos armados, a organização de invasões territoriais e a contenção de ataques de facções rivais. A investigação revelou, por meio de conversas interceptadas, detalhes sobre a estrutura organizada e violenta do grupo.

As conversas obtidas detalham cobranças diárias de taxas, divisão de territórios e movimentação de equipes armadas, indicando uma organização considerada **altamente estruturada e violenta**. A aliança com o TCP é vista como um movimento estratégico para **fortalecer o poder bélico** e expandir o domínio sobre novas áreas.

Histórico de Prisões e Investigação Detalhada

A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação policial na Estrada do Cafundá, na Taquara, Zona Oeste. Na ocasião, foram presos integrantes do grupo em flagrante, com apreensão de dinheiro, celulares, uma pistola calibre 9 milímetros e um veículo clonado. A análise desse material foi crucial para identificar outros membros da estrutura criminosa, incluindo os alvos desta operação.

Luick Cabral Pequeno já havia sido preso anteriormente em abril de 2026, na comunidade Santo Cristo, em Niterói. Naquela ocasião, ele foi encontrado com uma arma de fogo e uma granada, junto a outros suspeitos ligados ao TCP. O grupo estaria se preparando para tentar invadir uma área controlada pelo Comando Vermelho, evidenciando a **constante disputa territorial** na região.

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