Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, atua como advogado da Terra Nova Trading, empresa mencionada em investigações que envolvem o Primeiro Comando da Capital (PCC). O nome da companhia aparece em apurações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal sobre um esquema de fraudes bilionárias no setor de combustíveis.
A Operação Carbono Oculto apontou a relação entre o grupo criminoso, instituições financeiras e empresas usadas para lavagem de dinheiro. De acordo com documentos judiciais, Enrique consta como representante da Terra Nova em processos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e no Tribunal de Justiça de São Paulo, em causas de natureza cível e tributária.
Segundo a investigação, a empresa teria sido utilizada por Mohamad Hussein Mourad, considerado o “epicentro das operações”, para importar nafta com alíquota reduzida de impostos, gerando vantagens ilegais e facilitando a produção de combustíveis. A prática, segundo os investigadores, permitia a geração de créditos falsos, inflava valores de transações e lavava recursos do crime organizado.
Em nota, a defesa de Enrique afirmou que sua atuação se restringe a processos cíveis e tributários desde 2018 e que ele não participa de causas criminais. O advogado Enrique Lewandowski não atua no caso citado pela reportagem. Ele atua nas áreas cível e tributária para a Terra Nova Trading desde 2018. Enrique não advoga em temas criminais e não conhece processos nos quais não está constituído como representante legal. Ele repudia qualquer tentativa de criminalização da atividade advocatícia, reafirmando o compromisso com a legalidade e a ética profissional, diz o comunicado.
A Terra Nova Trading também se manifestou, negando envolvimento em atividades ilegais. Inicialmente, cumpre esclarecer que a Terra Nova Trading não foi alvo da operação mencionada. Todas as nossas atividades são conduzidas em conformidade com a legislação brasileira, incluindo normas da Receita Federal. Nunca recebemos auto de infração ou fomos alvo de acusações formais por parte das autoridades, declarou a empresa, que reafirmou ser apenas prestadora de serviços no setor de importação e logística.
Até a última atualização, o ministro Ricardo Lewandowski não havia se manifestado sobre o caso.














