Fevereiro mais chuvoso no Rio em 30 anos registra quase três vezes a média de chuva

Chuva no Rio de Janeiro

O fevereiro mais chuvoso no Rio em três décadas chamou atenção de meteorologistas e moradores da cidade. De acordo com o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, o mês de fevereiro de 2026 registrou um volume de precipitação muito acima do padrão histórico.

Ao longo do mês foram acumulados cerca de 350 milímetros de chuva na capital fluminense. O número representa quase três vezes a média histórica para fevereiro, que costuma registrar aproximadamente 118,3 milímetros.

Em algumas regiões da cidade, o volume foi ainda maior. No Alto da Boa Vista, por exemplo, o acumulado chegou a cerca de 400 milímetros, enquanto a média local para o mês costuma ficar em torno de 163,1 milímetros.

O contraste com o ano anterior foi marcante. Em 2025, o Rio de Janeiro registrou um dos meses de fevereiro mais secos já documentados. Naquele período, houve registro de chuva em apenas cinco dias, com média de precipitação de apenas 0,6 milímetro.

Agora, o cenário foi completamente diferente. A mudança no padrão climático ao longo de fevereiro de 2026 provocou uma sequência de episódios de chuva intensa em diferentes regiões da cidade.

Segundo a Prefeitura do Rio, foram contabilizados 1.292 atendimentos relacionados aos temporais ao longo do mês. As ocorrências incluíram registros de alagamentos, bolsões d’água, quedas de árvores e outros impactos provocados pelas chuvas.

Entre os bairros com maior número de ocorrências está Campo Grande, na Zona Oeste da cidade, que liderou os atendimentos relacionados aos temporais durante o período.

Os dados ajudam a explicar a percepção de muitos moradores de que o mês foi especialmente pesado em termos de clima. A rotina da cidade acabou marcada por alertas frequentes de chuva forte, dificuldades no trânsito e transtornos provocados pelos volumes acumulados.

Tradicionalmente, fevereiro já é conhecido por pancadas típicas do verão carioca. No entanto, em 2026 o comportamento do clima fugiu do padrão habitual e entrou para as estatísticas como um dos períodos mais extremos registrados nos últimos anos na capital fluminense.

O levantamento reforça como eventos climáticos intensos têm se tornado cada vez mais presentes no cotidiano das grandes cidades — e como mudanças rápidas no clima podem transformar completamente a rotina urbana.

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