A família de um mototaxista desaparecido na Zona Oeste realizou um protesto na tarde desta segunda-feira (24) em frente à 32ª DP (Taquara). O grupo cobra respostas sobre o paradeiro de Charles Leandro da Conceição Gonçalves, de 23 anos, que saiu para trabalhar na manhã de quinta-feira (20) e não foi mais visto.
Familiares e amigos levaram cartazes com pedidos de ajuda e relataram angústia com a falta de informações. Charles, conhecido na região como Fabrício, deixou sua casa na Taquara para mais um dia de trabalho, mas não manteve qualquer contato desde então. O telefone está desligado, e a moto que utilizava para as corridas também não foi localizada.
A mãe de Charles, Jaqueline Conceição, afirma que não tem recebido suporte da 99, empresa pela qual o filho realizava atendimentos como mototaxista. Ela fez críticas ao tempo de resposta do aplicativo, que, segundo a família, ainda não informou o último destino registrado pela plataforma. “O telefone está desligado, tentamos contato com a 99, mas ela não dá suporte nenhum para a gente. Já fomos na Cidade da Polícia, mas eles estavam em recesso. Como voltaram hoje, eles falaram de 3 a 4 dias para a 99 dar um retorno para a gente, uma coisa que eles poderiam fazer na mesma hora: entrar no aplicativo e ver o último destino dele. A gente não sabe de nada. Já procuramos em todos os hospitais, IML, em tudo, e não tem nenhuma notícia. Queremos que a 99 nos dê um suporte, nos falem quem foi o último passageiro e para onde ele foi”, protestou Jaqueline.
Segundo parentes, Charles morou por três anos em Santa Catarina e retornou ao Rio em agosto. Ele trabalhava com carteira assinada em obras e utilizava a moto recém-comprada para complementar a renda como mototaxista nos horários livres. A família relata que o veículo não possui rastreador, o que torna a busca ainda mais difícil.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). A equipe tenta reunir informações sobre os últimos deslocamentos do jovem e busca imagens de câmeras da região. Até o momento, o jornal não obteve retorno da 99 sobre o pedido feito pelos familiares.














