Família denuncia desaparecimento de cineasta carioca em flotilha humanitária para Gaza

Cineasta carioca Miguel Viveiros de Castro

O desaparecimento de cineasta carioca em uma flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza gerou forte comoção e cobrança de medidas do governo brasileiro. Miguel Viveiros de Castro, de 36 anos, documentarista conhecido por trabalhos sociais e culturais, estava a bordo do barco Catalina, uma das mais de 40 embarcações da missão Global Sumud Flotilla.

Segundo familiares, não houve qualquer sinal desde a interceptação do grupo por forças navais de Israel. O protocolo de segurança da flotilha previa comunicação regular e disparo automático de vídeos em caso de prisão, mas nada foi registrado após a abordagem.

Em carta pública, os pais e parentes de Miguel acusaram Israel de crime contra ativistas humanitários e exigiram que o governo brasileiro reconheça oficialmente o desaparecimento e pressione por informações.

Com Miguel, tínhamos um protocolo rigoroso: contato a cada 10 minutos. Se fossem presos, os tripulantes deveriam jogar os celulares ao mar e imediatamente um vídeo seria disparado. Esses vídeos já estavam prontos: cada um se identificava e informava que estava sendo sequestrado por Israel. No caso de Miguel, não temos nada disso. Nenhum vídeo. Nenhum sinal. Apenas o silêncio — diz um trecho do documento assinado pela família.

A ausência de notícias elevou a preocupação com a integridade física do cineasta, que estava engajado na entrega de alimentos e remédios à população de Gaza. O episódio amplia as tensões diplomáticas e reacende o debate sobre a atuação de Israel diante de missões humanitárias internacionais.

Limpatech