A família do entregador morto na Ilha do Governador denuncia que houve negligência por parte de policiais militares no socorro prestado a Lucas Rodrigues Rocha, de 25 anos. O jovem foi baleado na noite de terça-feira (26), durante uma ação do 17º BPM na Vila Joaniza, Zona Norte do Rio.
Parentes de Lucas estiveram no Instituto Médico-Legal na manhã desta quarta-feira (27). Segundo a família, o corpo do entregador teria permanecido por cerca de uma hora dentro de um blindado da Polícia Militar antes de ser levado para o Hospital Municipal Evandro Freire, também na Ilha do Governador.
Ele foi alvejado nas costas com um tiro de fuzil. Eles alegavam que ele estava vivo, mas ele já estava morto, disse Mariana de Oliveira, sogra de Lucas, à imprensa, na saída do IML.
De acordo com as informações divulgadas, três homens foram baleados durante a ação policial. Um fuzil e duas pistolas foram apreendidos no local. A Secretaria Municipal de Saúde informou que Lucas e Erik Felix Chagas chegaram sem vida à unidade hospitalar. O terceiro ferido, que não teve a identidade divulgada, permanece internado em estado estável.
Lucas trabalhava como entregador de moto e também prestava serviços como servente em uma construtora que atua no Aeroporto do Galeão. Ele deixa a mulher e dois filhos, sendo um deles de consideração.
Questionada sobre a denúncia de negligência, a Polícia Militar informou que instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. O caso também é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.
Imagens das câmeras corporais dos agentes e depoimentos de testemunhas devem ajudar a esclarecer a dinâmica da ação. Ainda não há informações sobre o local e o horário do sepultamento de Lucas.














