Falta de repasse trava obras de revitalização da Cobal do Humaitá e do Leblon

Cobal do Humaitá

As obras de revitalização das unidades da Cobal do Humaitá e do Leblon, na Zona Sul do Rio, estão paralisadas por falta de repasse de recursos. A denúncia foi feita por uma associação de moradores de Botafogo, que relatou nas redes sociais que os trabalhos, iniciados em junho, estão sem avanço há várias semanas.

O projeto é custeado por uma emenda parlamentar do deputado federal Hugo Leal e tem investimento total de cerca de R$ 4,25 milhões. Segundo a entidade, a Cobal do Humaitá já teve 69% das obras concluídas, com foco em telhado, treliças e banheiros adaptados, enquanto a Cobal do Leblon apresenta apenas 18,75% de execução.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), responsável pela gestão das unidades, confirmou os percentuais e afirmou que os serviços serão retomados assim que os pagamentos forem regularizados. A autarquia, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, também informou que a licitação para ocupação de 30 boxes vazios — suspensa por ajustes na numeração — será republicada em breve.

Inaugurada na década de 1970, a Cobal foi o primeiro sacolão da cidade e, ao longo dos anos, tornou-se um tradicional polo de bares, empórios e hortifrutis. As obras de revitalização incluem recuperação da cobertura, revisão elétrica e hidráulica, modernização do estacionamento e instalação de banheiros acessíveis, com o objetivo de requalificar os espaços e atrair novos comerciantes para os 97 boxes, 84 lojas e 3 quiosques.

Enquanto as intervenções não avançam, a Cobal do Humaitá tenta manter o movimento por meio de eventos pontuais. Nesta sexta-feira (7), o espaço recebe uma feira de agricultura familiar, das 8h às 17h, com apoio do Governo Federal e da Unicafes Brasil.

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