A falta de água na Taquara tem causado indignação entre moradores que seguem sem abastecimento mesmo após a concessionária Iguá anunciar a conclusão do reparo de uma tubulação rompida. O vazamento, ocorrido próximo à estação Merck do BRT, afetou 19 bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A empresa informou que o fornecimento será normalizado gradualmente em até 72 horas, mas parte da população segue enfrentando torneiras secas desde terça-feira (11).
A operadora industrial Carmem Patrícia, de 47 anos, que mora na Taquara, relatou as dificuldades enfrentadas desde o rompimento. “Eu estou em casa, sem água, e preciso me deslocar para outro local, porque não tenho condição de ficar assim. São muitas pessoas sem água. Eu estou operada, preciso tomar banho e limpar os pontos, mas não consigo. Liguei para a Iguá e me disseram que o fornecimento estava normal, o que não é verdade”, contou.
Outra moradora, Carla Pinheiro, reforçou a frustração com o problema. “A sensação de abrir a torneira e não sair nada é horrível. Muitas pessoas aqui onde moro estão sem água”, afirmou.
Segundo a Iguá, o rompimento foi causado por uma obra de modernização da rede iniciada em 27 de outubro, com prazo de 60 dias. A empresa garantiu que o reparo foi finalizado na manhã desta quarta-feira (12) e que o sistema deve voltar a funcionar normalmente até o fim da semana.
A concessionária informou que os bairros mais afetados são Taquara, Tanque, Pechincha, Freguesia e Anil, com vazão reduzida em áreas mais altas. Outros, como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Curicica e Cidade de Deus, ainda enfrentam interrupção total. A Praça Seca, por sua vez, não sofreu impacto significativo.
Para minimizar os efeitos da interrupção, a Iguá disse ter disponibilizado caminhões-pipa, com prioridade para hospitais e unidades de saúde. A empresa orienta os clientes a manter contato pelo telefone e WhatsApp 0800 400 0509 e reforça a importância do uso consciente da água.
A Mobi-Rio informou que o vazamento na calha do BRT não comprometeu o funcionamento dos ônibus, que desviam o trajeto no trecho afetado. Mesmo assim, moradores continuam cobrando agilidade e mais transparência da concessionária, afirmando que a falta de água na Taquara já dura mais de 24 horas e prejudica atividades básicas como higiene e preparo de alimentos.














