Justiça decreta prisão preventiva de falso médico que atuava em Nova Iguaçu
A Justiça do Rio tomou uma decisão crucial na última sexta-feira (8), convertendo a prisão em flagrante de Diogo dos Santos Serpa em prisão preventiva. Serpa é suspeito de se passar por médico e realizar atendimentos sem possuir a devida habilitação profissional na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
O homem foi detido na quinta-feira (6) enquanto atendia uma criança de apenas 10 anos, diagnosticada com um tumor cerebral maligno. Segundo a Polícia Civil, o falso médico utilizava crachás, carimbos e receituários em nome de profissionais da área da saúde para cometer seus atos.
A magistrada Andressa Maria Ramos Ramundo, responsável pela decisão, ressaltou a gravidade da conduta e os riscos que a liberdade do acusado representaria para a sociedade. A atuação do falso médico, que vinha ocorrendo há meses, colocava em perigo a vida de diversas pessoas.
Gravidade da conduta e risco à coletividade
Em sua decisão, a juíza destacou a seriedade dos fatos, enfatizando que a utilização reiterada de documentos de outros profissionais, aliada à prescrição de medicamentos e realização de atendimentos sem formação, demonstra uma alta censurabilidade da conduta. A liberdade de Diogo dos Santos Serpa foi considerada um risco direto à vida de outras pessoas.
A juíza também apontou indícios de que o acusado teria atuado por um período considerável, utilizando a identidade de um profissional médico habilitado. A gravidade concreta dos atos exige uma resposta firme do Poder Judiciário, especialmente diante da habitualidade na prática criminosa.
Como o golpe do falso médico foi descoberto
As investigações que levaram à prisão do falso médico tiveram início quando a mãe da criança atendida desconfiou das prescrições médicas recebidas. Ao consultar o cadastro do Conselho Regional de Medicina (CRM), ela notou que a foto associada ao registro profissional não correspondia à do homem que a atendia em sua residência.
Diante da suspeita, a família procurou a Polícia Civil, que prontamente organizou uma operação para flagrar o falso médico em ação. Durante a abordagem, os agentes encontraram com ele diversos receituários e carimbos médicos, todos em nome de profissionais regulares.
Atuação delitiva e crimes imputados
De acordo com a polícia, Diogo dos Santos Serpa frequentava a casa da paciente desde outubro de 2025. Durante esse período, ele teria prescrito medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos médicos, tudo sem qualquer autorização para exercer a profissão. Ele foi autuado por crimes como exercício ilegal da medicina, uso de documento falso, falsa identidade, estelionato e por expor a vida ou a saúde de terceiros a perigo.
A Polícia Civil também investiga se o suspeito utilizou documentos falsos para ser contratado por uma empresa de home care. A reportagem de O DIA buscou contato com a defesa de Diogo dos Santos Serpa, mas o espaço permanece aberto para manifestações.














