Expansão do Grupo Especial do carnaval para 15 escolas entra em debate no Rio

Carnaval na Sapucaí

A expansão do Grupo Especial do carnaval voltou ao centro das discussões no Rio de Janeiro após o prefeito Eduardo Cavaliere se reunir com representantes das escolas de samba para tratar do aumento no número de agremiações na elite da folia.

O encontro, realizado na Cidade do Samba e articulado pelo presidente da Liesa, Gabriel David, teve como principal objetivo avançar na proposta que prevê a ampliação de 12 para 15 escolas já nos próximos desfiles.

Apesar da confirmação por parte da prefeitura de que o aumento será implementado, ainda não há consenso sobre quais critérios serão adotados para definir as novas integrantes do Grupo Especial.

O principal impasse envolve justamente a escolha das três escolas que ocuparão as vagas adicionais. De um lado, há a proposta defendida anteriormente pelo ex-prefeito Eduardo Paes, que sugere a inclusão de agremiações tradicionais na elite do carnaval, como Império Serrano, Estácio de Sá e União da Ilha do Governador.

Por outro lado, a Liesa defende um modelo baseado em critérios técnicos, utilizando como referência o desempenho recente das escolas na Série Ouro. Nesse cenário, as vagas seriam preenchidas por Império Serrano, Unidos de Padre Miguel e União da Ilha do Governador, conforme a classificação mais recente da divisão de acesso.

Antes da reunião, Cavaliere já havia sinalizado que a ampliação está definida, independentemente do modelo que será adotado para a escolha das escolas.

“Qual vai ser o critério que a Liesa vai escolher? Eu não sei. Mas todos os critérios possíveis incluem o Império Serrano”, afirmou o prefeito.

Além da definição das novas integrantes, o encontro também aborda questões estruturais e financeiras necessárias para viabilizar o aumento no número de desfiles na Marquês de Sapucaí, o que exige ajustes logísticos e operacionais.

A expectativa é que a reunião contribua para alinhar os interesses entre o poder público e as agremiações, permitindo a definição de um modelo viável para a ampliação já no próximo Carnaval.

O desfecho dessa decisão pode redefinir o cenário do samba no Rio e mudar a dinâmica da principal vitrine cultural da cidade, aumentando ainda mais a disputa e o interesse do público.

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