A expansão do BRT para São João de Meriti e Nova Iguaçu está sendo analisada pela Prefeitura do Rio como parte de um novo movimento para ampliar o alcance do sistema de transporte para além dos limites da capital.
Os estudos ainda estão em fase inicial, mas têm como objetivo criar conexões diretas entre o Rio e municípios da Baixada Fluminense, facilitando o deslocamento diário de milhares de passageiros.
A iniciativa ganha força poucas semanas após um impasse envolvendo o município e o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado (Detro), que suspendeu uma linha intermunicipal recém-criada.
A linha, identificada como 77, fazia a ligação entre o Terminal Margaridas, em Irajá, e o município de Mesquita. A operação chegou a ser iniciada com uma frota de 32 veículos, mas foi interrompida dias depois.
Segundo o Detro, a suspensão ocorreu por questionamentos sobre a legalidade da operação, já que o serviço ultrapassava os limites territoriais da cidade do Rio de Janeiro.
Nesse contexto, a proposta de expansão do BRT para São João de Meriti e Nova Iguaçu surge como uma alternativa para estruturar melhor esse tipo de ligação intermunicipal, dentro de um modelo mais integrado.
O plano também acompanha a recente inauguração do Terminal Metropolitano Pedro Fernandes, conhecido como Terminal Margaridas, que passou a funcionar como um importante ponto de integração do sistema.
O espaço reúne diferentes modais e linhas, permitindo conexões com corredores como Transbrasil, Transoeste, Transolímpica e Transcarioca, ampliando as possibilidades de deslocamento dentro da região metropolitana.
Com isso, a ideia é transformar o terminal em um hub de mobilidade, facilitando o acesso ao Centro, Zona Norte, Zona Oeste e até ao Aeroporto Internacional do Galeão.
A possível expansão do sistema pode representar uma mudança importante na mobilidade urbana da região — e os próximos passos desse projeto devem definir o futuro do transporte entre o Rio e a Baixada.















