A exoneração de servidores no RJ ganhou novos desdobramentos após o governo estadual anunciar mais uma rodada de desligamentos, ampliando o alcance das medidas administrativas em curso. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial nesta segunda-feira (20).
De acordo com informações oficiais, o governador em exercício, Ricardo Couto, determinou a exoneração de mais 94 servidores. Os cargos estavam vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador .
Com essa nova leva, o total de desligamentos chega a 638 servidores, considerando também as exonerações realizadas nos dias anteriores. A estimativa do governo é que a medida gere uma economia de aproximadamente R$ 10 milhões por mês aos cofres públicos .
Parte dos servidores atingidos pelas exonerações inclui pessoas que participaram de eleições municipais, não foram eleitas e acabaram designadas para funções em localidades diferentes de onde residem. Há também indícios de que alguns cargos não estariam em efetiva atividade, o que motivou a intensificação das auditorias internas.
O plano de reestruturação é mais amplo e envolve uma revisão significativa da máquina pública. Levantamentos internos apontam que as pastas afetadas concentram cerca de 4 mil servidores, com previsão de redução de aproximadamente 1,6 mil cargos ao longo do processo .
Além das exonerações, o governo também promove mudanças na estrutura administrativa. Entre elas está a recriação da Subsecretaria-Geral, que passa a integrar a Casa Civil e será comandada por Sérgio Pimentel. A pasta principal é liderada por Flávio Willeman.
As medidas também incluem a extinção de subsecretarias, como a de Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias e Empreendedorismo, além do encerramento de estruturas subordinadas a esses setores .
Desde que assumiu o cargo em março, o governador em exercício já realizou nomeações para áreas estratégicas do governo, incluindo órgãos como o Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos.
Paralelamente às mudanças administrativas, foi determinada a realização de uma auditoria ampla que pretende revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, com valor estimado em cerca de R$ 81 bilhões. A iniciativa faz parte de um pacote classificado pelo governo como um “choque de transparência”, com o objetivo de revisar gastos e identificar possíveis irregularidades .
O avanço das exonerações reforça a estratégia do governo de reorganizar a estrutura administrativa e reduzir despesas, enquanto busca maior controle sobre contratos e funcionamento interno dos órgãos estaduais.














